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Seleção bate Egito e guarulhenses ficam perto de garantir medalha olímpica

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
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Claudinho e Gabriel Martinelli podem repetir o feito de Rebeca Andrade

Depois da histórica conquista da ginasta Rebeca Andrade, primeira guarulhense a conseguir uma medalha em Jogos Olímpicos, os jogadores Claudinho e Gabriel Martinelli, da Seleção Brasileira de futebol masculino, podem repetir o feito em Tóquio.

Com grande atuação na manhã deste sábado (31), a Seleção Olímpica ditou o ritmo das quartas de final diante do Egito, venceu por 1 a 0, no Estádio de Saitama, e se garantiu nas semifinais da Olimpíada de Tóquio.

Atual campeão olímpico, o Brasil volta a campo na próxima terça-feira (3), às 5h (de Brasília), contra o México. Se vencer, vai disputar o ouro. Caso perca, ainda irá disputar o bronze.

Claudinho joga no Bragantino e foi o craque do último Brasileirão. Ele nasceu em Guarulhos, mas sua família se mudou para o litoral paulista quando tinha três anos. O meia foi titular em todos os jogos da Seleção em Tóquio.

Já Martinelli nasceu em Guarulhos, tem 20 anos e defende o Arsenal, da Inglaterra. Ele jogou nas categorias de base do Corinthians até os 13 anos, se transferiu para o Ituano e, após um bom Campeonato Paulista, foi contratado pelo time inglês.

Reserva do time do técnico André Jardini, Martinelli entrou em campo contra a Costa do Marfim e a Arábia Saudita, na primeira fase. Hoje, ele não estava relacionado para enfrentar o Egito.

O jogo

O Brasil ditou o ritmo dos 45 minutos iniciais desde o primeiro toque na bola contra os egípcios. O time de André Jardine soube jogar com paciência para encontrar os espaços no ataque e levar a vantagem para o intervalo. Aos cinco minutos, na tentativa pelo alto, Daniel Alves cruzou na segunda trave, mas antes de Richarlison chegar para cabecear, o goleiro El Shenaway afastou o perigo. Na sequência Richarlison apareceu de novo, mas esbarrou na marcação.

O Egito até tentou responder e teve sua melhor chance, aos 12, com Akram Tawfik. Mas a Seleção Brasileira seguiu ligada no jogo. E, aos 15, Antony por pouco não abriu a contagem de perna esquerda. Três minutos depois, o atacante brazuca apostou na marcação alta, recuperou a bola no ataque e achou Matheus Cunha livre dentro da área, mas o camisa 9 não conseguiu fazer o domínio.

Antes do primeiro gol, o Brasil ainda chegou forte com Richarlison, Matheus Cunha e Douglas Luiz. Até que, aos 36, a insistência brasileira, enfim, surtiu efeito. Tudo começou nos pés de Claudinho, que abriu para Richarlison pelo lado esquerdo, o atacante fez boa jogada individual e tocou no meio para Matheus Cunha finalizar bonito, e colocar a Seleção na frente: 1 a 0. Já nos acréscimos, Douglas Luiz, de falta, quase anotou mais um para a Canarinho.

Depois do intervalo, a equipe brasileira teve duas boas chances logo no primeiro minuto do segundo tempo, com Claudinho e Matheus Cunha. Sem diminuir o ritmo, a Canarinho montou acampamento no ataque dos dez aos 15 minutos. Arana parou no goleiro egípcio, Douglas Luiz errou o alvo, enquanto Richarlison por detalhe não completou cruzamento rasteiro para o gol.

Ainda com maior presença ofensiva, a Seleção assustou com Paulinho, aos 21 e aos 28. E novamente com Richarlison, aos 36. Nos minutos finais do confronto decisivo, o Egito foi para o tudo ou nada, mas a Canarinho soube se segurar na defesa para garantir a classificação rumo às semifinais dos Jogos Olímpicos.

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