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Quase 15 mil guarulhenses perderam o emprego durante período de quarentena

Foto: Divulgação/PMG
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Somente em abril, número de demissões superou contratações em 11.229 vagas fechadas.

Os efeitos da pandemia na contratação e na demissão de trabalhadores em Guarulhos já começou a ter um impacto negativo. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o número de demissões na cidade entre março e abril superou em 14.663 o número de admissões.

Em março, quando os comércios começaram a ser fechados na cidade por conta da pandemia, o resultado foi o fechamento de 3.434 vagas de trabalho, mas em abril este número chegou a 11.229, quase o triplo do mês anterior.

Em fevereiro, período pré-pandemia, o número de contratações na cidade foi superior ao de demissões em 2.262 novos postos.

Os dados obtidos pelo GRU Diário junto ao Ministério do Trabalho não informam quais foram os setores mais afetados, mas vale ressaltar que por conta da pandemia somente serviços essenciais estão em operação, enquanto outros comerciante, ainda que de forma clandestina, tentam manter um atendimento com portas fechadas.

“Isto é um reflexo direto da pandemia, Guarulhos está bem dividido, metade serviço e comércio e metade indústria. Quando se força o comércio a paralisar você força a indústria a parar também. Por mais que o e-commerce cresça não é o suficiente para abranger as demandas feitas em shoppings e nos comércios na cidade”, explicou Antonio Azambuja, economista, consultor e professor universitário.

Para o professor, três pontos serão vitais no mercado pós-pandemia: a incerteza do futuro, as restrições e condições para retomada dos serviços e a perda do poder de compra. “O fato é que vai diminuir o mercado porque muita gente ficou desempregada e perdeu poder de compra. A abertura também será feita de forma gradativa. com uma série de restrições”, argumentou o economista.

Esta semana, o prefeito Guti (PSD) disse que vai apresentar um plano de retomada econômica na cidade. Diferente da Capital, que teve hoje a liberação para uma flexibilização, todas as cidades do Alto Tietê, entre elas Guarulhos, não tiveram autorização do Estado para reabrir comércios.

Diretor do Ciesp de Guarulhos, Maurício Colin afirmou que os números são altos, mas não ocorreram somente em Guarulhos. “Números aproximados no Brasil, entre março e abril, apontam um milhão e cem mil postos fechados no Estado. Só em abril, foram 260 mil postos no Estado frente a 860 mil no Brasil”, disse.

De acordo com Colin, abril apresentou um crescimento expressivo porque o fechamento dos comércios também atinge a indústria.

“O comércio é o mais afetado nesse momento e o reflexo para indústria virá na sequencia. Grande parte das indústrias, no primeiro momento, concederam férias coletivas, o que gerou estabilidade. Um número enorme também se valeu da MP do governo federal e suspenderam contratos. Sendo assim, a indústria deverá apresentar números mais escalonados, um pouco diferente do comércio que, por estar de portas fechadas, os reflexos foram mais rápidos”, concluiu.

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