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Pesquisas apontam que 400 mil mortes por covid-19 poderiam ser evitadas no Brasil

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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Senadores governistas refutam pesquisadores na CPI da Pandemia

Em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia, no Senado Federal, nesta quinta-feira (26), Pedro Hallal, epidemiologista e pesquisador da Universidade Federal de Pelotas, e Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil e representante do Grupo Alerta, quatro em cada cinco mortes pela doença no país eram evitáveis, caso o governo federal tivesse adotado outra postura — apoiando o uso de máscaras, medidas de distanciamento social, campanhas de orientação e ao mesmo tempo acelerando a aquisição de vacinas.


De acordo com estimativas dos especialistas, pelo menos 400 mil pessoas não teriam morrido pela pandemia. Foi o que eles afirmaram nesta quinta-feira (24) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. “Não é se estivéssemos com um desempenho maravilhoso, como a Nova Zelândia, Coreia, Vietnã. Se nós estivéssemos na média – um aluno que tira nota média na prova –, nós teríamos poupado 400 mil vidas no Brasil”, disse Hallal.

Senadores governistas criticaram os levantamentos. Marcos Rogério (DEM-RO) classificou como “superficiais” afirmações de que seria possível evitar mortes “com essa ou aquela política”. Já Eduardo Girão (Podemos-CE) disse que seria importante que o levantamento considerasse outros países para permitir comparação.

O cálculo do pesquisador da Universidade Federal de Pelotas leva em consideração que 2,7% da população mundial vive no Brasil, mas concentra 13% das mortes, e projeta quantas mortes por covid-19 teriam ocorrido no país se ele tivesse tido um desempenho na média mundial. 

“Os cientistas não estão 100% certos, estar 100% certo é muito difícil, mas o presidente errou 100% na condução da pandemia, e isto 100% errado também é muito difícil”, afirmou Hallal. Segundo ele, só a demora na aquisição de vacinas e o ritmo lento da imunização resultaram em ao menos 95 mil mortes. 

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse que o país tem que comemorar as mais de 16 milhões de vidas salvas. Em resposta, Hallal comparou essa comemoração à derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.

“Eu sempre fico com a sensação de que nós estamos comemorando o gol do Brasil contra a Alemanha. Foi 7 x 1 o jogo e a gente está comemorando que 16 milhões de pessoas ficaram doentes”, rebateu.

Os dados apresentados por Hallal convergem com levatnamentos do Grupo Alerta, formado por entidades da sociedade civil, como Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Oxfam Brasil, Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC) e Anistia Internacional Brasil. Sem considerar o impacto da vacinação, o grupo aponta em outro estudo que a pandemia provocou, em um ano, 305 mil mortes acima do esperado no Brasil. E ao menos 120 mil vidas poderiam ter sido poupadas com medidas não farmacológicas, testagem e rastreamento.

“A gente poderia ainda no primeiro ano de história da pandemia ter salvo 120 mil vidas. E não são números. São pais, são mães, são irmãos, são sobrinhos, são tios, são vizinhos. A gente poderia ter salvo pessoas, se uma política efetiva de controle, baseada em ações não farmacológicas, tivesse sido implementada”, comentou Jurema Werneck

(Com informações da Agência Senado)

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