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Ciesp Guarulhos quer definir prioridades para as indústrias da cidade

Maurício Colin, diretor titular do Ciesp Guarulhos
Foto: Lupacom
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Maurício Colin falou sobre pesquisa lançada com empresários

Entender os principais anseios dos industriais de Guarulhos, assim como os seus principais desafios e as estruturas das empresas. Esse é o desafio da Pesquisa Competitividade da Indústria do Ciesp Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel, lançada neste mês.

O diretor titular do Ciesp Guarulhos, Maurício Colin, conversou com o GRU Diário sobre a iniciativa, que pretende contribuir com sugestões de políticas públicas, tanto com a Prefeitura, como com o Governo do Estado de São Paulo

Confira a entrevista

Qual é a proposta da pesquisa?

Maurício Colin – O Ciesp já vem fazendo estudo há tempos. Primeiro avaliamos as tendências econômicas que podem impactar a indústria até 2040. Em paralelo, o governo do Tarcísio vinha conversando com o Ciesp sobre essas tendências econômicas e falando um pouco do que iria acontecer. E veio o Jorge Lima (secretário estadual de Desenvolvimento Econômico) e sugeriu criar grupos de coalização pelo Estado a fim de discutir a região para descobrir o que pode trazer para a cidade para melhorá-la economicamente. Foi assim que surgiu esse questionário, que tem cerca de 40 perguntas e tem 10 focos.

E qual é a diferença dessa pesquisa em relação aos outros estudos realizados pela entidade?

Maurício Colin – Agora queremos informações mais localizadas das indústrias em cada cidade para conversar com as prefeituras. A macrotendência mostrou as áreas que devemos focar. Com os estudos dos Cnaes, percebemos as áreas que estavam saindo ou crescendo na região. Agora queremos entender o contexto e identificar quais as principais necessidade dos empresários, separar por setores e por municípios. Queremos falar com as prefeituras sobre quais são as principais necessidades destes empresários. Vamos trabalhar também a questão do crédito. Buscar nas instituições financeiras quais são as linhas que as indústrias estão precisando. Vamos buscar atrair as que estavam saindo e buscar descobrir como acolher novas indústrias.

Esse trabalho também pode direcionar propostas para os candidatos nas eleições de 2024?

Maurício Colin – É uma possibilidade, mas o principal foco ainda é entender as demandas mais pontuais das indústrias da região. Vamos entender na questão de infraestrutura, mão de obra, logística, energia, telecomunicação, crédito, segurança, saneamento. Tem uma pergunta sobre o que o empresário compra no raio de 50 km e 100 km e o que não compra aqui, justamente para descobrir o que falta trazer para Guarulhos ou Arujá. O nosso associado precisa de ofertas mais perto do que ele precisa comprar. Outra questão é se as indústrias contratariam profissionais com mais de 50 anos.

Os dados também serão compartilhados com o Estado?

Maurício Colin – Nosso foco é com todos, mas acreditamos muito na frase do Montoro que as pessoas não moram na União e nem no Estado, mas no município. Nossa prioridade é o município, mas vamos demandar ao Estado, até por conta de o Jorge Lima ter solicitado.

Tem uma meta de quantas indústrias que precisam participar do estudo?

Maurício Colin – O máximo possível, mas é triste para mim ver que o quórum de participação é baixo. Muitas pessoas reclamam em Guarulhos, porém deixam de contribuir quando podem. Uma região com mais de 4 mil indústrias temos que alcançar mais de 200 ou 300 questionários.
Acredita que há empresários que possuem receios de passar informações de suas indústrias?
Não diria que não é medo, mas não possui entendimento da compreensão da importância de um trabalho como esse. O trabalho é sigiloso, tanto da empresa, quanto da pessoa que respondeu. A nossa ideia é criar massa crítica para fazer o estudo. Queria muito que todos os industriais respondessem.

Quem vai fazer este estudo?

Maurício Colin – O Departamento de Competitividade do Ciesp/Fiesp. São especialistas em economia e mercado. Vão pegar esses dados que vão direcionar as informações por município e tema. Meio maior receio é não ser assertivo para não atender ao máximo da sociedade. Estamos falando de infraestrutura. Não é só para o benefício da indústria.

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