Galvão Bueno decidiu deixar a N Sports, após o episódio
Hoje inicio a minha coluna comentando o processo movido pela N Sports contra o SBT para cobrar mais de R$ 40 milhões relacionados à parceria comercial para a transmissão da Copa do Mundo. Paralelamente à disputa judicial, informações publicadas pelo Notícias da TV apontam que a N Sports enfrenta dificuldades financeiras e ainda não teria quitado parte dos salários de setembro.
Já o colunista Flávio Ricco relata ter recebido informações de funcionários de que o canal esportivo enviou um e-mail comunicando que não conseguiria cumprir algumas obrigações financeiras na data estabelecida. O pagamento de parte dos funcionários, previsto para o quinto dia útil, teria sido adiado.
Segundo esses relatos, enquanto alguns profissionais ainda aguardam o pagamento, outros já receberam seus salários. O clima, porém, seria de incerteza dentro da emissora, inclusive entre aqueles que já receberam.
A coluna também levantou informações de que esta não seria a primeira vez que a N Sports atrasa salários neste ano. No primeiro semestre, o canal já teria registrado atrasos nos vencimentos, posteriormente quitados. Um funcionário, que preferiu não se identificar, afirma que os depósitos já foram realizados em datas diferentes e que não há previsibilidade sobre o pagamento do salário seguinte.
Por outro lado, a N Sports afirma que não vai se manifestar sobre a disputa financeira com o SBT enquanto o caso estiver em andamento. Em relação aos salários, a empresa informa que acompanha a situação para solucionar os problemas da melhor maneira possível.
A situação ocorre em meio à disputa judicial entre N Sports e SBT por valores relacionados à operação comercial da Copa do Mundo de 2026. As empresas dividiram a exploração comercial da transmissão de 32 partidas, com 74% dos resultados destinados ao SBT e 26% à N Sports.
A N Sports alega que parte dos valores pagos por patrocinadores e anunciantes foi destinada diretamente ao SBT e não teria sido repassada nos prazos previstos contratualmente. A cobrança judicial ultrapassa R$ 40 milhões. Apesar do processo, a empresa estaria tentando chegar a um acordo com o SBT e permaneceria aberta à negociação.
A decisão de judicializar a cobrança também provocou divergências dentro da própria N Sports. Galvão Bueno deixou o quadro societário da empresa após discordar da estratégia adotada para cobrar os valores do SBT, emissora com a qual o narrador mantém contrato.
Em carta enviada em setembro à diretoria do SBT e às filhas de Silvio Santos (1930-2024), Galvão afirmou ter ressalvas em relação a decisões estratégicas e financeiras da N Sports. A principal divergência apontada pelo narrador teria sido a maneira escolhida para tratar os resultados comerciais da Copa do Mundo. Para Galvão Bueno, o conflito entre os parceiros deveria ser resolvido por meio do diálogo e da negociação, e não nos tribunais.
Para a coluna, o diálogo e a negociação seriam o melhor caminho para ambas as partes, que realizaram um bom trabalho nas transmissões dos jogos da Copa do Mundo deste ano. Uma disputa judicial prolongada pode desgastar a relação comercial entre as empresas e transformar uma divergência contratual em um conflito maior, além de envolver indiretamente o nome de Galvão Bueno, um dos principais nomes da narração esportiva brasileira.
Frase Final: A estrada é longa, mas a fé em Deus nos dá força para chegar.



