Intuito da medida é evitar nova variante da covid-19 que pode resultar em uma quarta onda da doença
O prefeito de Guarulhos, Guti (PSD), encaminhou nesta sexta-feira (26) pedido ao governo federal para que reforce imediatamente as barreiras sanitárias para passageiros provenientes de países da África, principalmente África do Sul ou que tenham passado pelo continente nos últimos 15 dias que desembarcarem no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, gerido pela GRU Airport.
De acordo com a Prefeitura, a medida se faz necessária diante da descoberta de uma nova cepa do coronavírus, cujas análises iniciais de especialistas indicam que pode implicar um alto grau de contágio. Não há informações até o momento sobre a eficácia das vacinas hoje disponíveis contra esta nova ameaça.
A solicitação também faz coro a um pedido da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com o objetivo de servir de subsídio e para orientar as decisões do governo brasileiro referentes à entrada de viajantes no país e restrições de voos, especificamente como decorrência da identificação de uma nova variante do Sars-CoV-2 identificada como B.1.1.529..
“Desta forma, entendemos que é urgente a adoção de medidas mais eficazes para o controle de acesso de passageiros provenientes do continente africano, mesmo que não sejam por voos diretos, mas também por conexões”, explica Guti.
Ele lembra que antes mesmo do início da pandemia, no começo de 2020, quando as primeiras notificações sobre a covid-19 se deram na China, vem cobrando as autoridades sanitárias para estabelecer barreiras eficazes no Aeroporto de Guarulhos.
“Essas barreiras devem incluir, além dos exames de rotina já estabelecidos, o comprovante de vacinação. Caso seja necessário, incluir também um sistema de quarentena para esses passageiros antes que possam circular livremente em nosso território”, completa o prefeito.
A Prefeitura de Guarulhos protocolou o oficio na tarde desta sexta-feira, dia 26, nos Ministérios da Saúde, da Casa Civil, da Infraestrutura, da Justiça e Segurança Pública e da Defesa. A efetivação das medidas depende de portaria interministerial a ser emitida por estes ministérios.



