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Nipo-Brasileiro alerta sobre alta em casos de covid-19

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Hospital Nipo Brasileiro
Foto: Divulgação

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Cerca de 30% dos atendimentos no hospital são de moradores de Guarulhos. 1,6 mil pacientes tiveram alta

Considerado uma referência em todo o Estado de São Paulo, o Hospital Nipo-Brasileiro, no limite entre Guarulhos e o Parque Novo Mundo (Zona Norte da Capital), já deu alta a 1,6 mil pacientes das 1.728 pessoas que foram internadas com casos confirmados e suspeitos de covid-19, de 13 de abril a 2 de dezembro.

O hospital alerta que nos últimos dias ocorreu um aumento significativo no número de casos da doença causada pelo novo coronavírus.

Durante todo este período, o hospital registrou 89 óbitos decorrentes da doença e realizou mais de 31 mil atendimentos voltados a pacientes de covid-19. Vale ressaltar que pelo menos 30% dos atendimentos realizados no local são de pacientes guarulhenses.

No auge da pandemia, em meados de maio, o número de pacientes internados chegou a 80. Com a queda da contaminação, este número baixou para 16, em setembro, mas em novembro voltou a crescer para uma média de 40 pacientes internados.

No pronto-socorro também houve um aumento significativo no mesmo período, com o atendimento de casos suspeitos saltando de 110 para 320 a 330 por dia.

Doutor Walter Amauchi (Foto: divulgação)

De acordo com o doutor Walter Amauchi (Foto), superintendente geral do Hospital Nipo-Brasileiro, vários fatores podem explicar este aumento nos últimos meses. Entre alguns motivos citados por ele estão o cansaço ou estafa causada pelo sistema de isolamento, uso de máscara, cuidados de higiene e álcool gel. “Isso provocou um cansaço, o pessoal quer sair e acaba tomando menos cuidados”, afirmou.

Para o doutor Rodrigo Borsari, gerente médico do hospital, é provável que o número de internações aumente nos próximos dias, mas é cedo para se falar sobre a diferença da gravidade entre o início da pandemia e o período atual. “É precoce falar sobre isso porque os pacientes que estão vindo hoje podem ser aqueles que daqui há duas semanas sejam internados. É cedo para falar que os quadros são mais leves”, explicou.

Primeira e Segunda Onda

A reportagem questionou ambos os médicos se neste momento há uma segunda onda, mas, de acordo com eles, é difícil apontar com precisão se houve o fim de um primeiro período de contaminação.

“Um dos nossos especialistas falou que não concorda com este termo de segunda onda. Isso porque nós não saímos da primeira onda, é uma continuidade da pandemia que com a diminuição dos cuidados voltou a tomar uma proporção maior”, disse o gerente médico Borsari.

Tanto Borsari quanto o superintendente Amauchi ressaltaram que na fase atual existe um aumento na faixa etária de contaminação de pessoas mais jovens. Hoje, 70% dos contaminados possuem de 40 anos em diante, enquanto as pessoas entre 0 a 20 anos representam 10%, ante 5% no começo da pandemia.

“Enquanto os idosos eram mais afetados, agora o pessoal com menos de 60 anos está crescendo, se discute qual é a causa de atingir esta faixa, mas são vários fatores”, argumentou Amauchi.

Tratamento

A taxa de mortalidade do Nipo-Brasileiro, se considerado o número de internações totais, é de 5,15%, enquanto a de cura é de 92,6%. Questionado sobre qual o procedimento utilizado para que tantas vidas sejam mantidas, o superintendente Amauchi afirmou que a maioria dos pacientes são tratados com antibióticos.

“Nós trabalhamos com antibióticos porque é um tratamento similar ao de alguém com pneumonia, mas pode evoluir e precisar da utilização de um respirador”, explicou Amauchi.

O Nipo chegou a comprar mais cinco respiradores durante a pandemia para manter o atendimento a pessoas com outros problemas de saúde que precisam do aparelho. De acordo com o superintendente, no momento atual existe uma certa folga que permite atender a todos os pacientes com segurança.

Sobre a cloroquina, medicamento polêmico sobre uma eventual eficácia no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus, o doutor Amauchi disse que não descarta o uso do medicamento.

“Nós temos uma comissão que discute todos os avanços e a cloroquina ficou na seguinte situação: nós decidimos que não usaríamos, mas se um médico nosso quisesse usar porque acredita que naquele caso há uma eficácia ele tinha esta autorização”, afirmou.

Amauchi ressaltou como dificuldade no tratamento da doença, a complexidade do novo coronavírus, “altamente transmissível, diferente de outras viroses, e muitos casos de altas gravidades, com índices de mortalidades altos. É uma doença desconhecida do ponto de vista cientifico, epidemiológico e social”.

Dois hospitais em um só

De acordo com o gerente médico Borsari, o Nipo-Brasileiro realiza, em média, de 17 a 18 mil pronto-atendimentos por mês, número que caiu 70% durante o começo da pandemia e que desde então vem sendo retomado, resultando em 16 mil pronto-atendimentos em novembro (95% dos atendimentos pré pandemia).

Questionado sobre como atender pessoas com outras necessidades de saúde além da covid-19, Borsari afirmou que “o risco de se contaminar no Hospital é o mesmo em relação a outros ambientes como mercado ou shopping, desde que as recomendações como distanciamento, uso de mascaras e higiene das mãos, sejam respeitados. Hoje temos um fluxo separado de pacientes com a síndrome gripal dos pacientes que não têm suspeita”.

O doutor Amauchi ressaltou ainda que foi feito um amplo processo de logística, pacientes, medicamentos, bastante complexa para evitar o risco de contaminação.

Nós tivemos que montar dois hospitais, um sistema para atender covid-19 e outro para demais pacientes. Tem muita gente em casa com outras doenças necessitando de atendimento e nós não podemos abandonar estas pessoas”, afirmou Amauchi.

Fechar ou ampliar o horário de atendimento dos comércios?

Questionados se a solução para o problema seria uma maior rigidez ou até mesmo um lockdown, ambos os dirigentes ressaltaram a necessidade de se ampliar horários de atendimento para evitar aglomerações e atender também o lado social e econômico.

“Essa é uma discussão importante. A questão social também deve ser considerada. Os defensores do isolamento absoluto dizem que a pessoa precisa estar viva para poder entrar na questão econômica. Mas tudo deve ter um contraponto. A limitação do fechamento do comércio concentra tudo naquele horário, se o horário fica mais amplo, a concentração de pessoas diminui”, explicou Amauchi.

(Foto: Divulgação)

E continuou: “É preciso pensar bem. Com o fechamento o número de desempregados começa a ficar muito forte e atinge uma parte não só emocional como financeira das pessoas. A questão do home office, será que é salutar juntar todo mundo em casa, sendo que muitas vezes uma pessoa mora com mais cinco em um único cômodo, ou o funcionário ir à empresa e seguir os protocolos de higiene?”.

O gerente médico Borsari (Foto) citou o caso de Taiwan. “Eles não precisaram impor o lockdown. Você pode atuar com inteligência. Ao invés de restringir, amplia as opções de recursos e horários para evitar que as pessoas se aglomerem. Como exemplo, no transporte público, você tem que aumentar a oferta para que as pessoas não fiquem perto uma da outra. A mesma ação pode ser adotada no horário de trabalho, você flexibiliza e facilita o deslocamento das pessoas em horários alternativos, evitando a aglomeração”, disse.

Solução: Vacina

De acordo com os diretores do Nipo, o melhor caminho para vencer a pandemia é, de fato, a imunização em massa da sociedade. Ambos os médicos alertam, porém, sobre a eficácia destas vacinas.

“Esta questão da eficácia é um setor muito controverso. Qual é melhor? Qual se adequa mais? Em meados do ano que vem talvez a gente consiga ter uma vacina que atenda toda a população e a questão logística”, explicou Amauchi.

O gerente médico Borsari ressaltou que a vacina pode até ser validada neste ano, em um critério nunca visto antes. “Você tem tempos para um processo de segurança de um medicamento, mas muitas indústrias já pedem utilização emergencial para estas vacinas que teoricamente podem resolver o problema, mas a eficácia só será sentida no longo prazo”, afirmou.

É importante manter os cuidados

Enquanto a vacina não chega, o melhor caminho é manter os cuidados de higiene e o distanciamento social. Portanto, continuem a usar as máscaras, a respeitar o distanciamento social, lavar as mãos e utilizar o álcool gel.

“Eu gostaria de ressaltar que todos nós temos responsabilidade sobre esta pandemia. A máscara não é uma questão apenas para se proteger, mas ela também impede que uma pessoa contaminada espalhe o vírus”, argumentou o superintendente Amauchi.

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