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Na mensagem da Páscoa, dom Edmilson fala sobre acolhimento dos excluídos

Foto: Reprodução/Facebook/Catedral de Guarulhos
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Igreja Católica retoma celebrações da Semana Santa com os fiéis após dois anos

O bispo de Guarulhos, dom Edmilson Amador Caetano, divulgou pelo portal da Diocese de Guarulhos a mensagem da Páscoa deste ano. O documento será lido em cerca de 200 igrejas católicas da cidade na noite deste sábado (16), durante a Vigília Pascal.

Por conta da pandemia do coronavírus, os católicos ficaram dois anos sem poder participar das celebrações da Semana Santa de forma presencial, algo inédito na história da Diocese. O bispo determinou a obrigatoriedade do uso de máscaras seja mantido nas celebrações, apesar dos decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de Guarulhos exigirem o uso do item apenas no transporte público e nos ambientes hospitalares.

Em toda a cidade, foram realizadas procissões durante a semana, além de celebrações que atraíram milhares de pessoas.

Na mensagem da Páscoa, dom Edmilson enaltece que as mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus Cristo, sendo que elas eram marginalizadas naquela época. Ele entende que a Páscoa é um sinal de acolhimento para os excluídos.

Confira a mensagem de Páscoa do bispo

“Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia. Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos onze e aos outros.” (Lc 24, 6-9)

Na proclamação do evangelho desta Vigília Pascal ouvimos este anúncio da ressurreição. Não se trata de uma aparição de Jesus ressuscitado. As mulheres encontram o túmulo vazio e dois homens de roupas brilhantes que fazem o anúncio. O importante é que as mulheres recordam (trazem ao coração) as palavras de Jesus, acreditam e vão anunciar com testemunho de verdade aos discípulos.

Nós também não vimos Jesus ressuscitado “em carne e osso”. Temos o testemunho histórico do túmulo vazio e as palavras de Jesus.

As mulheres ao se recordarem das palavras de Jesus, acreditam e se tornam arautas da boa notícia da ressurreição. Basta a nós, também, a recordação das palavras de Jesus, quando Ele nos chamou um dia em nossa Galileia e tocou o nosso coração falando-nos de vida plena, para acreditarmos que só Ele tem palavras de vida eterna. Nestas palavras – que não são somente sons emitidos, mas atitudes e gestos redentores – encontramos o sentido do amor na nova dimensão, dimensão da Cruz e que é mais forte do que a morte.

É peculiar o fato de as mulheres serem as primeiras testemunhas da ressurreição. Na sociedade daquele tempo (e de certo modo também na nossa), onde a mulher era  subjugada, inferiorizada, Jesus mostra mais uma vez que escolhe os que na sociedade são colocados por últimos para poder abraçar a todos. Ninguém, portanto, que se recorda das palavras de Jesus e acredita na sua ressurreição se sinta excluído, ao contrário, sinta-se escolhido, eleito para um anúncio  transformador.

A Páscoa deste ano de 2022 nos traz um cenário de guerras, revoltas, prepotência. A Páscoa sempre nos colocará frente à morte, para que seja sempre manifesto que a vida venceu a morte. A escolha de Deus para vitória é sempre contrária à dos soberbos de coração. Deus sempre escolhe Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia, depondo do trono faraó e seu exército. A nós, resta-nos a opção da escolha de que lado ficamos: Israel ou o faraó.

SANTA PÁSCOA

O SENHOR RESSUSCITOU!

VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU!

Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.

Bispo diocesano

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