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Metrô considera greve “inadmissível” e liminar impede paralisação no horário de pico

Metrô
Foto: divulgação
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Paralisação ocorre por conta de reivindicação salarial e companhia acionou ônibus para suprir demanda

O Metrô de São Paulo considerou a greve iniciada pelo Sindicato dos Metroviários, nesta quarta-feira (19), como “inadmissível” e acionou uma operação de emergência do Paese com 233 ônibus. Vale ressaltar que a Linha 13 – Jade da CPTM não faz parte da greve.

Além disso, há uma liminar para o funcionamento da operação do Metrô nos horários de pico (das 6h às 10h e das 16h às 20 horas) – 80%; demais horários – 60%. Esses limites são determinados a partir da zero hora do dia 19 de maio de 2021 e durante todo período de paralisação. Na hipótese de descumprimento, será aplicada multa diária no importe de R$ 100.000,00 (cem mil reais), cuja destinação será oportunamente decidida.

A greve causou aglomerações em diversas estações e também prejudicou quem precisava chegar ao trabalho.

“É inadmissível que o sindicato dos metroviários, com toda a linha de frente vacinada e com a crise econômica que estamos passando, decida fazer uma greve que irá prejudicar exclusivamente o cidadão que necessita do transporte público para ir ao trabalho”, diz a nota emitida pelo Metrô.

De acordo com o sindicato, a empresa afirmou que não vai reajustar os salários e benefícios e confirmou o não pagamento das participações nos resultados de 2019 e 2020, além de ter retirado do auxílio-transporte e do Adicional Risco de Vida.

A entidade reivindica reposição salarial baseada no IPC-Fipe dos últimos 2 anos de 9,72% e a reposição de Vale Refeição e Vale Alimentação de 29%.

“O Metrô de São Paulo fez uma proposta de acordo salarial aos seus empregados muito acima do que é praticado no mercado de trabalho e previsto na legislação trabalhista. O sindicato certamente vive em uma realidade diferente do restante do país, que sofre com desemprego, perda de renda e fome. O Metrô manteve todos os serviços e seus empregados, apesar do prejuízo de R$ 1,7 bilhão no último ano e de mais de R$ 300 milhões no primeiro trimestre de 2021”, afirmou o Metrô em nota.

A companhia afirma ainda que ofereceu a manutenção de diversos benefícios, como o pagamento de vales Refeição e Alimentação, Previdência Suplementar, Plano de Saúde sem mensalidade, hora extra de 100% (CLT determina 50%), adicional noturno de 35% (CLT determina 20%), abono de férias em 60% (CLT determina 1/3), complementação salarial para afastados e auxílio creche/educação, dentre outros.

“Reivindicar novos aumentos salariais e de benefícios, punindo a população com a paralisação do transporte público e deixando milhares de pessoas que cuidam de serviços essenciais, como saúde e segurança sem transporte é uma atitude desumana e intransigente. Lamentamos muito que isso esteja ocorrendo e iremos trabalhar para oferecer o melhor transporte possível aos cidadãos. Liminar da Justiça do Trabalho determina manutenção de 80% dos trabalhadores no horário de pico e 60% nos demais horários, sob pena de R$ 100 mil diários”, afirmou a companhia.

Em nota, a EMTU também afirmou que “foram acionadas as empresas Metra, ABC Benfica, Carapicuíba, Osasco, Urubupungá, EAOSA, Ribeirão Pires, Tucuruvi, Imigrantes, Riacho Grande, Triângulo, Radial, Vila Galvão, Guarulhos Transportes e Raposo Tavares para reforçar a frota de todas as linhas metropolitanas que atendem o município de São Paulo, principalmente aquelas integradas às estações do Metrô”. 

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