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Guarulhos é alvo de operação contra pedofilia que prendeu 30 pessoas

Foto: Polícia Civil
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Operação Debug foi deflagrada na manhã de sexta-feira (10) no município e em mais 35 cidades e dois estados

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prenderam 30 pessoas durante a Operação Debug que foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (10), em Guarulhos e mais 35 cidades, e nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

A ação visa combater e prevenir a prática de pedofilia cibernética e continua em andamento podem ser realizadas novas prisões.

Como resultado parcial da operação, 10 pessoas foram presas em flagrante no interior paulista e outras 20 na capital e Grande SP. Nestas duas últimas regiões, mais de 80 computadores já foram apreendidos, além de mídias externas e celulares. Além disso, drogas e uma arma de fogo foram recolhidos em São José do Rio Preto e Atibaia, respectivamente.

Os trabalhos são coordenados pelo Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e pelo CyberGaeco, com apoio de peritos da Polícia Técnico-Científica e todos os Departamentos de Polícia Judiciária do interior de São Paulo. Ao todo, são mobilizados mais de 400 policiais civis.

“Nós necessitamos, prementemente, combater a violência e a pornografia infantil. É inconcebível que no Brasil inteiro nós tenhamos, ainda, abusadores de crianças e adolescentes. Há a necessidade, sim, que a sociedade de uma maneira geral se una aos esforços da polícia e do Ministério Público para que possamos combater efetivamente esse tipo de crime. O abuso infantil existe desde sempre, mas a pergunta que eu faço é: até quando?”, disse a delegada geral de polícia adjunta, Elisabete Sato.

A operação Debug é resultado de mais de 40 dias de monitoramento, com a utilização das mais avançadas técnicas de investigação, que permitiu identificar mais de 90 alvos envolvidos com o armazenamento, distribuição e consumo de pornografia infantil pela internet. Somado a isso, equipes da Polícia Técnico-Científica auxiliam, por exemplo, na quebra das criptografias de HDs, materializando a atividade criminal desses criminosos.

“A internet não tem fronteiras e o crime também não. Por isso, nós conseguimos, no território estadual, apurar uma parte significativa do consumo, distribuição e armazenamento de material com pedofilia e pornografia infantil”, explicou Richard Encinas, promotor de Justiça do CyberGaeco.

Segundo o delegado Guilherme Caselli, da 1ª Delegacia de Capturas do Dope, os criminosos vêm refinando suas técnicas para aliciar crianças a fim de abusar, produzir e compartilhar esse material.

“Para chegar nesses indivíduos hoje, utilizamos técnicas que aprendemos com instituições correlatas de outros países”, disse.

A Polícia Civil afirma que os presos vão responder por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. “As investigações prosseguem para responsabilizar todos os envolvidos e identificar os responsáveis pela produção desse material”, diz comunicado da polícia.

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