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Bacelarismo: Flamengo é de todo mundo, mas todo mundo é dele também?

Flamengo comemora gol
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
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Enquanto oferece milhões aos destaques dos seus rivais no futebol, o clube com a maior torcida do país não trata outras modalidades com a devida atenção

“Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. Esse trecho da música “Já sei namorar”, da banda Tribalistas, poderia muito bem estar no hino do Flamengo. O clube mais popular do Brasil se autodenomina o mais querido do mundo. Afinal, é o time com a maior torcida no país do futebol. Ou seja, é de todo mundo — calma, rivais. É só um modo de falar.

E o Flamengo também quer todo mundo. Tentou tirar Kaio Jorge, artilheiro do Campeonato Brasileiro, do Cruzeiro. Também quis o goleiro Gabriel Brazão, do Santos. E, por fim, mostrou interesse em Breno Bidon, revelação do Corinthians.

Mas enquanto tenta reforçar o seu time masculino de futebol, que já é bastante estrelado, o Mengão dispensa o multimedalhista olímpico Isaquias Queiroz e desmantela a equipe de remo paralímpico.

Além disso, o clube rubro-negro também faz pouco caso do seu futebol feminino. A falta de estrutura para a modalidade se reflete nos resultados em campo — o Flamengo sequer consegue chegar a uma decisão de Brasileiro, por exemplo.

Mas não vou exagerar nas críticas, pois o presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, tem dificuldades em recebê-las. A jornalista Renata Mendonça que o diga.

Então, para não extrapolar, vou me limitar a dizer: “Se você é homem e sabe chutar a bola, no Flamengo pode ser feliz. Caso contrário, só resta sonhar.”

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