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Ex-comissionados da Prefeitura são investigados por corrupção no Hospital de Campanha

Foto: Divulgação/PF
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Empresários e prestadores de serviços também estão na mira da PF

As operações Covil 19 e Florenza, deflagradas na manhã desta quarta-feira (21), pela Polícia Federal (PF) em Guarulhos, investigam supostos crimes cometidos na contratação, pela Prefeitura, de máscaras e do Hospital de Campanha, no Parque Cecap. A PF garante que o prefeito de Guarulhos, Guti (PSD), não é investigado.


De acordo com o delegado Márcio Xavier, do setor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência da PF em São Paulo, há fortes indícios de crimes cometidos por ex-servidores comissionados da Secretaria Municipal de Saúde, além da participação de empresários e prestadores de serviços.

Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão de veículos, documentos, celulares e material de informática. Outros mandados de medidas restritivas foram emitidos para apreensão de passaportes, além de proibição de algumas empresas prestarem serviços ao poder público.

O Hospital de Campanha funcionou entre abril e setembro de 2020, no Parque Cecap, e foi responsável pela recuperação de mais de 600 pessoas infectadas pela covid-19. A PF investiga seis contratos, que somam R$ 53 milhões.

Segundo o delegado Fabrício Martins, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF de São Paulo, as principais irregularidades investigadas são fraudes nas licitações, direcionamento de contratos, participação de empresas fictícias, sem capacidade técnica ou financeira, além de sobrepreço e serviços contratados diversas vezes.

“Faremos análise de todo material e veremos o caminho percorrido pelo dinheiro para que isso seja esclarecido e eventualmente seja responsabilidade quem teve participação”, afirmou Martins.

No caso das máscaras, contratadas a R$ 6,20 no início da pandemia, os delegados disseram que foram encontrados novos elementos para identificação de autores, além da fraude na licitação e sobrepreço.

Os delegados informaram que, nas duas operações, mais de 20 pessoas são investigadas. Se as irregularidades foram confirmadas, eles responderão pelos crimes de fraude de licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde argumenta que “todos contratos firmados no início da pandemia seguiram a legislação vigente e sempre tiveram como objetivo a preservação de vidas. Somente no hospital de campanha, mais de 100 mil pessoas passaram pelos mais diversos tipos de atendimento, desde exames laboratoriais e de alta complexidade, até internações, inclusive em UTIs, durante os mais de 6 meses em que se manteve em operação. Caso qualquer irregularidade seja identificada, o Município é parte interessada, até mesmo para que o erário público seja ressarcido”.

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