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Empresários e pais de alunos fazem protesto por reabertura de escolas

Protesto por reabertura de escolas
Foto: divulgação
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Ato começou em frente à Prefeitura, no Bom Clima, e terminou em frente à Secretaria de Educação, no Macedo

Donos de escolas particulares, pais de alunos, motoristas do transporte escolar e prestadores de serviços realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira, 14, em que cobram a reabertura das escolas na cidade de Guarulhos.

O ato começou em frente à Prefeitura no Guarulhos, no Bom Clima, e teve uma caminhada até a Secretaria de Educação, no Macedo.

Com gritos de “luta pela educação”, os participantes cobravam que a Prefeitura deixasse a cargo dos pais enviar ou não as crianças paras as escolas. Além desta questão, os empresários reclamam que a situação financeira de muitos já ameaça empregos e até mesmo a existência das escolas.

Os proprietários também reclamam que a Prefeitura liberou outros setores, que apresentam risco igual ou maior de contaminação, e tem prejudicado o ramo educacional ao não permitir a reabertura gradual até mesmo para atividades extracurriculares, conforme autorizado pelo Governo do Estado de São Paulo no dia 8 de setembro.

Já os pais de alunos reclamam que muitos não têm um local seguro para deixar os filhos e são forçados a deixar de trabalhar ou a deixar as crianças em lugares que atendem de forma clandestina.

A atuação de creches clandestinas também preocupa os empresários, que dizem que são prejudicados por cumprirem a lei.

Nesta sexta-feira, 18, o Estado anunciou a retomada do ensino médio para o dia 7 de outubro e do ensino fundamental para o dia 3 de novembro. Em ambos os casos, a reabertura depende de uma autorização do prefeito Guti (PSD).

Reunião com o secretário de Saúde

Após os protestos, representantes das escolas particulares se reuniram com o secretário de Saúde, José Mario Stranghetti, que disse não se sentir confortável em apoiar a reabertura das escolas.

De acordo com os empresários, a Prefeitura deixou claro que não pode permitir a reabertura das escolas particulares antes das públicas, e que ambas devem voltar as atividades no mesmo período.

Na reunião, o secretário teria dito que a responsabilidade de contaminação em um parque seria dos responsáveis que levassem as crianças, enquanto nas escolas uma criança infectada pelo novo coronavírus seria um problema da gestão municipal.

De acordo com os representantes das escolas, também não foi indicado um momento ideal para retomada educacional com base nos dados da covid-19 no município.

Sindicatos e professores da rede pública são contra retomada

Entidades sindicais de Guarulhos assinaram um documento contra a retomada das aulas no município. O posicionamento foi entregue ao prefeito Guti (PSD) no dia 10 de fevereiro e será encaminhado a outras autoridades.

Com quase 1,4 milhões de habitantes, Guarulhos tem 143 escolas em sua rede e 120 mil alunos. Há, entre professores e outros Servidores, cerca de oito mil trabalhadores na rede.

O temor dos sindicalistas é a reabertura acelerar as contaminações pela Covid-19. Diz o texto: “Aula presencial significa aglomeração. Aglomeração gera contaminação, doenças e mortes”. Em outra parte, o documento registra: “Alertamos para a falta de testagem e o alto número de crianças assintomáticas”, disse Pedro Zanotti, presidente do Sindicatos dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal.

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