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Dark: final da série tem sacrifícios e contraste entre heroísmo e vilania

Jonas e Martha em cena da terceira temporada (Foto: Divulgação)
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Alerta de spoiler: se você ainda não viu o desfecho da série, este não é um texto indicado

O tão esperado desfecho da série alemã Dark chegou a catálogo da Netflix no sábado, 27, e demorou pouco tempo para que o roteiro que envolve ciência, religião e amor alcançasse os trend topics do Twitter e estivesse entre os assuntos mais comentados em outras redes sociais.

Quem assistiu Dark sabe que a série primeiro mais complica do que explica e teve desfechos de temporada que deram nó na mente de seus telespectadores.

O fato é que na primeira temporada o assunto gira em torno de viagem no tempo e de como algumas ações dos personagens influenciam o destino de outros. Na segunda, no desfecho, é apresentado também o conceito de mundo paralelo.

Bom, a terceira temporada começa exatamente quando o protagonista Jonas (Louis Hoffman) perde sua amada Martha (Lisa Vicari) é morta por uma versão sombria do próprio Jonas. O protagonista, em seguida, é salvo pela própria Martha, só que de outra realidade, em um mundo onde não existe.

A série apresenta então um conceito novo do bíblico Adão e Eva. Tudo ocorre porque dois mundos são criados por meio de um nó criado por um ciclo de eventos que faz com que tudo se repita infinitamente. No começo da terceira temporada são colocados dois mundos diferentes, um de Adão e de um de Eva.

É neste ponto que os conceitos de vilania e heroísmo se confundem. Jonas, na primeira e segunda temporadas, tenta entender como o sequestro de Mikkel, irmão de Martha e pai dele, foi parar no passado e como este evento impactou a vida de todos.

Jonas passa a maior parte do tempo em crise por amor a própria tia e chega a desejar um mundo em que não existisse, na esperança de que Martha não morresse ou mesmo que muitos outros eventos não tivessem acontecido.

Se existe um Jonas bom, existe uma versão, digamos, maquiavélica do personagem, chamada de Adam, introduzida na segunda temporada. Adam matou Martha porque acredita que é o elo entre Jonas e a mocinha que gera o ciclo infinito de dor e sofrimento, já que o casal tem um filho que seria a origem do nó.

Para acabar com tudo, ele quer que o apocalipse, que consiste em um buraco negro gerado por um acidente nuclear responsável pela viagem no tempo, destrua os dois mundos.

É nesta terceira temporada que é apresentado então o mundo de Eva, onde Jonas não existe, mas todos os outros personagens sim. Quando viaja para este mundo, a versão jovem de Jonas encontra diferentes versões de Martha, entre elas a mais velha, conhecida como Eva.

Diferente de Adam, Eva acredita que todos os eventos são necessários para que o ciclo se repita e deixa de ser a menina inocente da primeira temporada para se tornar uma pessoa manipuladora e, de certa forma, cruel.

Em ambos os casos, os dois personagens não podem ser considerados heróis, nem vilões, já que mesmo quando quer destruir tudo, Adam pensa em libertar todos os que estão ligados e sofrem pelo elo entre ele e Martha. Já a amada Eva simplesmente não quer ter de colocar fim ao ciclo que gera a vida de seu filho, família e amigos.

Mas o que ambos não esperavam era que a origem de tudo se daria em um outro mundo, uma terceira dimensão. E o fato que originou tudo não se trata apenas de um romance entre o casal protagonista, mas também tem a ver com amor, desta vez, entre pai e filho.

É o relojoeiro H. G. Tannhaus, quem perdeu o filho, a nora, e a neta em um acidente de carro após uma discussão. Na saga de trazer de volta da terra dos mortos a sua família, o relojoeiro acaba por criar os dois mundos paralelos: de Adão e Eva.

E quem descobre essa origem não é o casal protagonista, mas sim, Cláudia, que buscava uma maneira de manter a filha Regina viva em qualquer um dos mundos, até perceber que na verdade ela era uma das poucas que não fazia parte exclusivamente do nó.

Embora tenha um romance entre o casal protagonista, seria um desleixo disse que Dark é uma história romântica, já que o amor é abordado também em suas questões fraternais e traz luz sobre como mesmo com um bom motivo, ainda que egoísta, as suas decisões podem ter impacto na vida de outra pessoas.

A única maneira de parar o ciclo infinito e impedir a morte da família de Tannhaus, missão que fica a cargo de Martha e Jonas. Ao realizar tal feito, o casal quebra o ciclo, mas acaba com os dois mundos.

Por fim, o mundo original volta ao normal e a série deixa em aberto quais personagens realmente existem no único mundo que sobrou. Tanto que Martha não aparece e Jonas é citado, mas ainda como uma criança a nascer.

Durante toda as três temporadas, Dark abordou difíceis pontos de relações familiares e trouxe especulações tanto sobre ciência quanto religião. A série soube aproveitar muito bem a história de seus personagens e soube confundir bem a cabeça do leitor.

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