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Cremesp aponta diversas irregularidades no Hospital de Campanha de Guarulhos

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Hospital de Campanha
Foto: Diego Secco/PMG

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Órgão instaurou sindicância para apurar possíveis infrações dos médicos responsáveis pelo local

O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) esteve, no dia 4 de junho, no Hospital de Campanha de Guarulhos, no Parque Cecap, para verificar as condições em que a unidade está operando. A vistoria resultou numa série de irregularidades que coloca em risco pacientes confirmados e suspeitos de covid-19, segundo o órgão, além de médicos e profissionais da saúde que trabalham no local diariamente para salvar vidas.

A Prefeitura de Guarulhos nega que haja irregularidades e rebateu os apontamentos do Cremesp. Confira aqui.

O Hospital de Campanha de Guarulhos é gerido pela Organização Social Instituto Medizin, em parceria com a Prefeitura Municipal de Guarulhos. Com 40 leitos de enfermaria, 4 leitos de emergência, 4 leitos em apartamento, 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e sala de observação, na data da fiscalização, havia 31 pacientes internados em enfermaria, 9 em leitos de UTI e 1 (um) sendo atendido na sala de emergência. Na mesma data, a unidade estava em obras para a construção de mais 10 leitos de UTI – que já foram entregues.

Segundo relatório do Cremesp, no local existem cinco boxes para atendimento drive thru, onde as pessoas passam por médico para serem admitidas ou não no hospital de campanha. Até 24 de maio, a diretoria do hospital havia registrado 251 internações, 152 altas, 16 transferências, 11.166 consultas médicas e 10.016 atendimentos via drive thru. Até esta mesma data também foram registrados 34 óbitos.

Para a médica Irene Abramovich, presidente do Cremesp, os procedimentos são essenciais para que médicos e pacientes possam ter condições de passar por essa doença com maior chance de êxito.

“Até agora, durante as fiscalizações que temos concluído, os achados condizem também com as denúncias reportadas na mídia e com relatos de médicos e pacientes”, comenta.

Diante do resultado desta fiscalização, o Cremesp abriu sindicância para apurar possíveis infrações éticas dos médicos responsáveis pelo Hospital de Campanha de Guarulhos. O órgão comunicou a Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos e o Ministério Público Estadual.

Relatório de irregularidades

Alto risco de contaminação

– Enfermaria com pacientes confirmados e suspeitos para covid-19 no mesmo ambiente – Leitos com menos de 1 (um) metro de distância entre eles;

– Fluxo livre por todo o hospital e sem identificação de profissionais de diferentes áreas;

– Não foi identificado protocolo para limpeza de filtros de ar condicionado, nem a existência de filtros recomendados para a recirculação do ar, nem de sistema de exaustão para a dissipação dos aerossóis;

– Não foi identificado protocolo de higienização dos consultórios;

– Profissionais levam máscaras para casa. Desrespeito a protocolos e normas técnicas ;

– Separação incorreta dos pacientes internados na enfermaria;

– Muitos pacientes internados sem resultados de teste para covid-19;

– Não foram identificadas orientações sobre higienização do tomógrafo entre um uso e outro;

– Consultórios médicos sem pia e equipamentos básicos previstos na legislação com ar condicionado sem filtro e com recirculação do ar;

– Os 10 leitos de UTI estão fora dos padrões exigidos pela legislação, com estrutura inadequada, oferecendo risco aos pacientes graves e instáveis e desrespeitando a legislação vigente.

EPI e demais equipamentos

– Funcionários que operam o tomógrafo não estavam com os EPI adequados;

– Não são fornecidas máscaras cirúrgicas para pacientes que entram na unidade, contrariando normas da ANVISA e do próprio hospital;

– Havia profissionais com avental de gramatura inferior a 30;

– Não há um local de controle e entrega de EPI;

– Não foram identificadas normas para uso e frequência de troca de EPI;

– UTI não tem normas bem definidas para troca de EPI após manipulação dos pacientes.

Vestiários e conforto médico

– Não foi identificado local para conforto médico;

– A sala indicada pela diretoria do hospital como sendo de descanso médico, não contava com banheiro, chuveiro, colchões e roupa de cama, além de estar em área contaminada;

– Não foram identificados locais para paramentação e desparamentação adequada e segura dos profissionais de saúde.

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