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Creches particulares pedem à Prefeitura para atender pais que trabalham

Colégio Império Baby unidade Macedo (Foto: Divulgação)
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Proprietários de creches particulares se reuniram com William Paneque, secretário de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e de Inovação, para solicitar uma flexibilização na quarentena gerada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) para atender pais que continuam a trabalhar e, com fechamento das creches, são obrigados a deixar os filhos com parentes, amigos e vizinhos.

Na reunião, ocorrida na terça-feira, 28, os empresários afirmaram se tratar de um serviço essencial, já que as crianças de 0 a 4 anos estão em locais onde não há um protocolo de higiene e estão expostas a mais riscos do que se estivessem num espaço adequado, no caso das creches.

“Aqueles serviços essenciais que foram autorizados a funcionar hospitais, médicos, comércios de alimentos, mercado, eles possuem funcionários que têm filhos e que hoje não podem mais deixar em creches e acabam deixando em locais menos seguros”, exemplificou Wilson Lourenço, Presidente da Associação das Escolas Particulares de Guarulhos (AEG) e dono do Colégio Carbonell.

“Hoje as escolas já seguem um padrão de higienização da Vigilância Sanitária e por isso estamos apoiando este pleito”, argumentou Lourenço.

A reportagem do GRU Diário também conversou com Fabiana Ramos, dona do Colégio Império Baby, unidade do Macedo, que cumpre as medidas de quarentena, mas que tem recebido muitos pedidos de pais que continuam a trabalhar e não tem onde deixar a criança.

“O que a gente propõe é prestar um serviço que é essencial e que exige um protocolo de retomada. Efetivamente as creches só poderiam atender as crianças dos pais que trabalham”, ressaltou Fabiana.

“A necessidade destas crianças é diferente de alunos do ensino fundamental, em que você dá aula online. Agora imagina um filho de um ano, que você depende 100% de uma escolinha para dar banho, alimentação”, argumentou Fabiana.

Outro impacto problemático da falta deste serviço é o desemprego e o fechamento de creches menores, o que poderia superlotar creches municipais porque muitos pais não teriam como pagar estabelecimentos de maior porte, com custo mais alto, e seriam forçados a procurar a rede pública.

“Não se trata apenas de uma questão financeira, que também é importante, mas de todo um impacto escalonado que vai atingir os funcionários, os pais, as crianças, os proprietários e o poder público”, contou Fabiana.

A mesma situação acontece com outra unidade da franquia Império Baby, na Timóteo, de propriedade do irmão de Fabiana, David Ramos, que também esta fechada. “Com as crianças maiores a gente até conseguiu inovar e oferecer aulas online, mas as menores precisam de um cuidado presencial”, disse.

Creches particulares pedem à Prefeitura para atender pais que trabalham
Império Baby unidade Timóteo (Foto: Divulgação)

Questionado se a flexibilização da Prefeitura para creches podia gerar um pedido escalonado de colégios e faculdades para voltar ao atendimento, uma das maiores preocupações da Prefeitura, Lourenço afirmou que esta questão é tratada com o governo estadual, enquanto o pedido atual visa atender entidades regulamentadas pela esfera municipal.

POSIÇÃO DA PREFEITURA

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos informou que “a reabertura gradativa das atividades econômicas está prevista para acontecer em Guarulhos a partir de 6 de maio, caso as medidas de isolamento social em vigor contribuam para a diminuição dos índices de contaminação”.

A Secretaria afirmou ainda que as ações serão escalonadas e em cada etapa será publicado um decreto dizendo quais tipos de estabelecimentos/atividades podem voltar a funcionar. “Contudo, ainda não há previsão de quando as escolas e instituições de ensino particulares devem voltar a funcionar e somente mediante o decreto”.

Atualmente, as aulas nas unidades municipais estão suspensas até 29 de maio.

No caso do governo estadual, no dia 24 de abril, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, informou que o retorno às aulas vai ter início pelo ensino infantil, mas não vai abranger todas as crianças. Em um primeiro momento, serão permitidas aulas apenas para as crianças cujas mães trabalham, nas cidades em que o comércio for liberado a partir de 11 de maio.


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