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Comissão entrega 14,7 mil assinaturas à Câmara para referendo sobre Proguaru

Câmara Proguaru
Foto: Divulgação
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Presidente do Legislativo, Martello prometeu dar celeridade e encaminhar o processo para o TRE já no dia seguinte

A comissão de trabalhadores “Em Defesa da Proguaru” entregou aproximadamente 14,7 mil assinaturas de eleitores guarulhenses à Câmara Municipal, nesta quarta-feira (11), para solicitar a realização de um referendo sobre uma possível extinção da Proguaru.

O fim da empresa foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Guti (PSD), que afirma que a companhia tem dado prejuízos sucessivos no valor de R$ 200 milhões.

Ao receber os documentos da comissão, o presidente da Câmara, Martello (PDT), reafirmou seu apoio em manter a empresa e os trabalhadores e disse que pretende dar andamento ao processo para realização do referendo já no dia seguinte.

No trâmite determinado pela Lei Orgânica do Município para realização de um referendo é necessário obter 1% do apoio do eleitorado guarulhense para pedir um referendo sobre algum tema. Em seguida, as assinaturas devem ser entregues à Câmara, que tem 30 dias para repassar os documentos ao Tribunal Regional Eleitoral. Na sequência, o TRE tem até 60 dias para realizar a votação popular.

“Amanha mesmo eu vou mandar para o Tribunal, no máximo na sexta-feira. Eu acredito que a gente pode reverter esta situação, principalmente começando pelos vereadores desta Câmara Municipal. Se os vereadores, a maioria estiverem convencidos de que a Proguaru tem que continuar, eu acredito que não tem prefeito que não vai acatar”, disse Martello (PDT).

Para os membros da comissão, o prefeito ainda pode evitar o referendo se decidir suspender a lei que determina a extinção da empresa.

“A gente fez com muito cuidado as coletas de assinatura, de forma popular. Fizemos muitos filtros, olhamos folha por folha e acreditamos que este referendo vai sair. A não ser que o prefeito retire a lei antes de o referendo ser executado. Se o prefeito retirar a lei, eu acho que é uma vitória e se o referendo acontecer é uma vitória também”, disse Raul Campos Nascimento, representante eleito da Proguaru.

Para o vereador Edmilson Souza (Psol), membro da oposição, o referendo cumpriu todos os requisitos legais e será algo único na história da cidade. Ele acredita que a população votará pela manutenção da empresa e que dificilmente a base irá para as ruas pedir a continuidade da extinção.

“Vai ser muito difícil os membros do governo, os vereadores da base de sustentação, irem para carro de som, fazer panfleto, camiseta para fechar empresa. Não vai ter gente do lado de lá para fazer uma campanha para fechar a empresa. Talvez por debaixo dos panos sim, mas diretamente não. Acredito que vamos ter uma grande mobilização de 4,7 mil famílias da Proguaru, ativistas, movimento sindical, parlamentares, além de movimentos sociais que vão ajudar a lutar pela permanência da Proguaru”, completou Edmilson.

Também participaram da entrega de assinaturas a vereadora Janete Pietá e o vereador Maurício Brinquinho, além do ex-prefeito Elói Pietá, todos do PT.

Sindicalistas também se reuniram com presidente da Câmara por Proguaru

Sindicalistas com Martello
Foto: Agência Sindical

Antes da entrega das assinaturas, representantes de diversos sindicatos também participaram de uma reunião com Martello para cobrar a continuidade da Proguaru.

Participaram o presidente do Stap (Sindicato dos Servidores), Pedro Zanotti Filho; o coordenador da Força Sindical Regional Guarulhos, José de Barros da Silva Neto; presidente dos Metalúrgicos, Josinaldo José de Barros (Cabeça); o diretor do Sincoverg, Wagner Menezes (Marrom); o presidente do Sincoverg e vereador, Maurício Brinquinho; o presidente do Sindicato do Vestuário, Álvaro Egea; e os dirigentes têxteis, Maria e Vital.

“A defesa dos empregos é a prioridade máxima do sindicalismo e dos brasileiros”, disse Zanotti.

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