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Castigo físico é disciplina… será?

Retrato de uma criança
Foto: Freepik
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Violência como maneira de educação pode gerar doenças mentais e abalar profundamente a vida de uma criança ou adolescente

O tema da disciplina é complexo e controverso, pois envolve diferentes perspectivas sobre o que é considerado aceitável e eficaz na criação e educação dos filhos. Por um lado, os defensores do castigo físico argumentam que é necessário ensinar as crianças sobre o certo e o errado através de palmadas ou tapas, podendo este ser um meio educacional eficaz que as ajuda a aprenderem com seus erros. Por outro, pesquisas de especialistas comprovam que o castigo físico pode ter efeitos prejudiciais no desenvolvimento e bem-estar da criança.

Do ponto de vista psicológico, o castigo físico pode ser visto como uma forma de condicionamento operante, especificamente o reforço negativo. De acordo com a teoria de B. F. Skinner, a punição envolve a aplicação de um estímulo para diminuir a probabilidade de um comportamento ocorrer novamente no futuro. No entanto, o reforço negativo é menos eficaz do que o reforço positivo sobre um comportamento e pode ter consequências negativas não intencionais.

Além dos potenciais efeitos negativos sobre o bem-estar das crianças, o castigo físico contribui para a perpetuação de ciclos de violência. Numerosos estudos têm mostrado uma correlação entre punição física e comportamentos negativos, como o aumento da agressividade, atitudes antissociais e problemas de saúde mental, como aponta a pesquisa conduzida por Gerahoff e Grogan-Kaylor, em 2016.

O comitê das Nações Unidas, sobre os direitos da criança, tem defendido consistentemente a eliminação de todas as formas de castigos corporais direcionados a crianças e adolescentes, afirmando que isso viola seus direitos, a dignidade e a integridade física. Muitos países também tomaram medidas para proibir o castigo físico em vários ambientes, como escolas e creches.

A disciplina deve concentrar-se em ensinar às crianças o comportamento apropriado por meio de uma abordagem positiva, estabelecendo limites claros e consistentes, através do acolhimento e educação respeitosa. Além disso, é importante compreender as etapas do desenvolvimento infantil e a maturação cerebral da criança, conforme a fase em que se encontra, para assim utilizar uma abordagem adequada e mais compreensível. 

Existem muitas estratégias e alternativas para uma disciplina positiva, que se concentram no ensino de comportamentos adequados por meio de limites saudáveis. É importante que a sociedade promova a discussão sobre o tema, utilizando métodos não violentos e eficazes para o bem-estar das crianças.

Você já conhece o Núcleo Espiral? Somos uma Organização da Sociedade Civil comprometida em defender e promover os direitos de crianças e adolescentes por meio da educação e da promoção da saúde física e mental. Nossa missão é desenvolver habilidades de resiliência para prevenir e atender vítimas de violência, despertando o potencial de protagonistas transformadores de histórias individuais e coletivas. Para isso, nos pautamos na ética, na confiança, na dignidade e no respeito humano para promover uma cultura de não violência. Por meio das nossas atividades, as crianças aprendem por meio do respeito e do diálogo, fundamentais para uma disciplina saudável e positiva.

Autora

Juliana Ayres, diretora de relações institucionais do Núcleo Espiral. Empresária com experiência nas áreas financeira, de qualidade e comercial, atua na ONG para viabilizar projetos e captação de recursos.

Sobre o Núcleo Espiral

O Núcleo Espiral, há mais de 15 anos, dedica-se à educação, pesquisa e aos estudos contra a prática de violência ou tratamento degradante à pessoa humana, em especial, à criança e ao adolescente.

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