Dom Edmílson quer avaliar se haverá crescimento de casos após liberação do comércio
O bispo de Guarulhos, dom Edmílson Amador Caetano, informou que não irá liberar as missas com participação presencial dos fiéis, após 15 de junho, como autoriza decreto da Prefeitura. Defendendo “prudência” na pandemia do novo coronavírus, ele prefere esperar as próximas semanas para ter certeza que não haverá uma nova onda de infecções na cidade após a retomada de funcionamento dos comércios não essenciais.
Dom Edmílson manifesta preocupação com o crescimento do pico de contágio da covid-19, assim como os óbitos. Na Diocese, três padres foram infectados. “Não tem prazo para quando as missas presenciais vão retornar. Em junho não será”, explicou.
O decreto da Prefeitura prevê algumas regras, como funcionamento dos templos com 25% de ocupação, distância de cinco metros entre os fiéis e disponibilização de álcool em gel para todos. Apesar disso, dom Edmílson deseja entregar um protocolo para a Prefeitura para ter maior garantia sanitária antes de retornar às missas com os fieís. “Isso é muito importante para que a gente trabalhe com conjunto. Queremos ouvir os especialistas”, explicou.
A Diocese ainda irá avaliar como será a permissão de participação dos fiéis. Uma das possibilidades é fazer agendamento para participar das missas. Outra opções é aumentar o número de celebrações aos domingos. “Mais para frente vamos avaliar”, disse.
A escolha de dom Edmílson segue a linha do Plano São Paulo, do Governo do Estado, que defende a reabertura dos comércios, antes da retomada das celebrações religiosas.



