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Bacelarismo: Por que a NFL é tão fascinante?

NFL Brasil
Foto: IA
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Futebol americano vai muito além da pancadaria. É estratégia, força e muita competitividade

No último Super Bowl, a final da NFL (National Football League), ou simplesmente a Liga de Futebol Americano dos EUA, um amigo mostrou incredulidade com a torcida dos brasileiros por times da modalidade, com sedes muito distantes do nosso país.

“Será que tem algum norte-americano gritando ‘Vai, Corinthians’ ou ‘Avanti, Palestra’ nos EUA?”. A resposta é simples e óbvia: “Não”.

Mas isso não tem nada a ver com o fato de gostarmos ou não dos chamados esportes americanos.

E por que gostamos? E por que, a cada ano que passa, o Super Bowl tem entrado no calendário de um número maior de brasileiros?

Desta vez, a resposta não é simples e nem óbvia. Cada um tem seus motivos para gostar ou não de qualquer coisa. Lógico que com o futebol americano não seria diferente.

Eu vou falar dos meus motivos. Comecei a assistir ao futebol americano há uns 15 anos. Durante esse período, acompanhei de perto algumas temporadas, outras nem tanto.

Na atual, que termina no próximo dia 8 de fevereiro, tive a excelente experiência de ver um jogo ‘in loco’, a 20 minutos de casa, em Itaquera, zona leste de São Paulo: Los Angeles Charges x Kansas City Chiefs.

Ali, a poucos metros de mim, estava um dos melhores quarterbacks da história: Patrick Mahomes. Para sua infelicidade — e a minha também —, sua equipe foi derrotada e, depois, nem se classificou para os playoffs.

Assistir, ao vivo, um jogo da NFL, consolidou algumas impressões que eu já tinha: futebol americano não é só pancadaria. É estratégia, é competitividade (é difícil os campeões se repetirem — o atual, por exemplo, já está fora — mas é bom ressaltar que gênios como Mahomes e Tom Brady mudam um pouco essa lógica) e é “emoção até o fim” (desculpa, Luiz Carlos Jr.). Ah, e reparem que nem falei das atrações musicais, hein?

E quando falo de estratégia, não falo da boca para fora. E vou fazer uma comparação com o nosso futebol para vocês entenderem.

O quarterback Caleb Williams, do Chicago Bears, time que quase chegou à final de sua divisão (espécie de semifinal da Liga), teve, em média, 3,13s para tomar suas decisões durante os jogos desta temporada. Tempo considerado alto, inclusive.

Três segundos, gente. O que você faz em 3s? Para vocês terem uma ideia, no gol do São Paulo, marcado pelo chileno Gonzalo Tapia, contra o Corinthians, a equipe do Morumbi teve mais de seis segundos sem ser incomodada. Três jogadores tocaram na bola sem nenhum tipo de combate.

Isso é quase impossível no futebol americano — a não ser que os outros jogadores consigam fazer uma proteção primorosa do detentor da bola.

Mas, no geral, o quarterback tem menos de três segundos para deixar a bola com outro atleta, correr com ela ou fazer um lançamento longo. E tudo isso alinhado com o restante da equipe. É praticamente um xadrez humano. 

Sem falar nas viradas sensacionais que o futebol americano proporciona, com muitos jogos sendo decididos literalmente no último lance.

Para terminar, queria deixar uma frase que ouvi da minha terapeuta e gosto muito: “Não existe sentimento certo ou errado”.

Então, não estou aqui para fazer meu amigo citado lá no início torcer para os Patriots, Broncos, Rams ou Seahawks — times que ainda disputam o título desta temporada. Se ele não sente vontade de curtir o Super Bowl, é direito dele.

Como você também tem o direito de vibrar com a vitória de uma dessas quatro equipes. E se for assistir ao jogo em algum bar, por favor, me chame!

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