Nos 30 anos da morte dos inesquecíveis guarulhenses “Mamonas Assassinas”, é bom lembrar que os Estaduais ainda deixam os torcedores “doidões”
Guarulhos, definitivamente, não é a terra do futebol. Mas deu ao Brasil e ao mundo a banda mais irreverente da história do país. Os Mamonas Assassinas surgiram como um fenômeno musical em meados dos anos 1990. E nunca mais veremos algo igual.
Hoje, dia 2 de março de 2026, completam-se 30 anos da morte dos integrantes. Dinho, Júlio Rasec, Bento Hinoto e os irmãos Sérgio e Samuel Reoli deixaram um legado que atravessa décadas. E que pode nos ajudar a explicar o que tem sido o atual Campeonato Paulista.
Primeiro, na música “Uma Arlinda Mulher”, os Mamonas deixam claro: “O importante é competir, mas te mato de pancada se você não ganhar”. Se a metáfora não fosse verdadeira, Dorival Júnior, técnico do Corinthians, teria poupado o time no Brasileiro para entrar com força máxima na semifinal do Paulista? Claro que não.
Por fim, nada adiantou. O time de Parque São Jorge pouco jogou contra o Novorizontino e foi eliminado do Estadual. A decisão do campeonato está de portas abertas para o clube do interior, que tem as cores preta e amarela. Amarela como a Brasília dos Mamonas.
E por falar em Brasília Amarela, vocês se lembram que na música “Pelados em Santos”, uma verdadeira declaração de amor, há uma “mina”, “um docinho de coco”, que tá deixando o cara “louco”? A árbitra Daiane Muniz, que foi tão bem nas quartas de final, não deu um pênalti claro para o São Paulo na semifinal contra o Palmeiras. Depois, assinalou um inexistente para a equipe do Morumbi. Resultado: todo mundo ficou “doidão” (da pior maneira) com a arbitragem.
Mas neste vira-vira que é o futebol, um português, compatriota daquele Manuel, que foi convidado para uma tal suruba, está feliz igual ao Dejair, o mesmo que é facinho de confundir com o João do Caminhão.
O técnico palmeirense Abel Ferreira esteve em todas as finais de Paulista que disputou, ganhando três e perdendo duas. Esta será a sua sexta final consecutiva — a sétima do Palmeiras.
Abel é aquela pessoa insaciável. Tudo o que ele olha, o “desgraçado” quer: Paulista, Copa do Brasil, Libertadores, Brasileirão e até Torneio Início. Definitivamente, numa chuva de facas Ginsu, no seu colo cai troféu.
A verdade é que, neste momento, por mais que alguns tentem disfarçar, há apenas duas torcidas felizes em São Paulo: a do Palmeiras e a do Novorizontino. Porque, no final das contas, a felicidade de um torcedor é ganhar um campeonato. Nem que seja o Paulista.



