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Bacelarismo: And Oscar goes to…

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Foto: Divulgação/Corinthians
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O eterno camisa 14 do basquete brasileiro não teve medalha olímpica e não é o Schmidt mais famoso. Mas foi o melhor no que se propôs a fazer

É tarde para escrever sobre Oscar Schmidt? Se ele fosse uma pessoa comum, talvez. Mas ele não é — e sempre vou me referir no presente, pois Oscar é eterno.

O nosso camisa 14 desafiou a lógica do tempo. Parou de jogar aos 45 anos. Lutou bravamente contra um câncer no cérebro por uma década e meia. Então por que não posso homenageá-lo mais de uma semana depois de sua morte? Lógico que posso (ou Lógico que dá — só para pegar carona no bordão que seu irmão, Tadeu Schmidt, usa no comercial de um consórcio).

Oscar é sinônimo de basquete. Segundo maior pontuador da história. Maior pontuador dos Jogos Olímpicos. Líder de uma Seleção que ousou desafiar os norte-americanos na casa deles no Pan de 1987.

Todos se impressionam com o que LeBron James tem feito. O maior pontuador da história do basquete continua atuando profissionalmente, e em alto nível, com mais de 40 anos. Isso não é para qualquer um.

Mas Oscar, em 2003, ano em que LeBron estreou na NBA, já fazia isso. Assim como o astro norte-americano, o brasileiro também teve a oportunidade de jogar ao lado do filho. Não estou comparando qualidade e nem intensidade dos jogos no Brasil e nos EUA. Estou relatando fatos. E você sabe: contra eles, não há argumentos.

Como é fato também que Oscar não conquistou nenhuma medalha olímpica. Seu sobrinho, Bruno, foi campeão — e em casa (Rio-2016).

Oscar também não é o Schmidt mais conhecido no Brasil. Para aquele brasileiro médio, que não acompanha esportes com tanta atenção, Tadeu é o membro mais famoso da família. Também pudera: apresentou Fantástico por anos e, agora, é o titular do BBB — dois dos programas mais vistos da maior emissora do país. O próprio Oscar brincou em uma entrevista: “Ele era o meu irmão. Agora, eu sou o irmão dele”.

Mas Oscar foi o maior naquilo que se propôs a fazer: jogar basquete masculino no Brasil e pelo Brasil. Recusou a NBA para continuar a defender a Seleção. E até hoje, décadas após a sua aposentadoria, continua a ser o grande nome, entre os homens, da modalidade.

Se desconsiderarmos os gêneros, particularmente, acredito que Hortência e Paula são as maiores atletas do basquete nacional. Não só pelo que elas conquistaram, mas pela representatividade que elas têm para a modalidade. Aliás, vejam o documentário sobre as duas na Globoplay. Está maravilhoso.

Antes do Oscar, outros homens fizeram história pela Seleção e até conquistaram coisas que o camisa 14 não conseguiu: medalhas olímpicas e títulos mundiais. Só que o esporte — qualquer um, seja basquete, futebol, vôlei, etc —, não é só títulos ou pódios. É entrega. É orgulho. É paixão. Coisas que sempre sobraram para Oscar. Ninguém é ídolo do Kobe Bryant por acaso, não é mesmo?

É impossível terminar este texto dizendo: “Descanse em paz, Oscar”. Porque descansar não era com ele.

Então, como sua vida e carreira foram dignas de Oscar, vou dizer: “And the Oscar goes to…eternity”.

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