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Atos contra Bolsonaro reúnem público, mas mobilização é inferior ao 7 de setembro

MBL
Foto: divulgação
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Manifestação contra Jair Bolsonaro (Sem Partido) na Avenida Paulista reuniu público inferior ao esperado

As manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) em todo o País, neste domingo (12), reuniram um bom público em diversos pontos, mas tiveram uma adesão menor a realizada em prol do presidente, no dia 7 de setembro.

Com o mote nem Lula (PT) e nem Bolsonaro, o PT não aderiu ao ato. O partido também guarda mágoa dos movimentos que ajudaram a realizar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Membros da Esquerda como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e algumas centrais sindicais aderiram ao protesto.

Em São Paulo, manifestantes se encontraram na região do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para participar dos protestos contra o governo federal. O ato pede o impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Nomes como o governador João Doria (PSDB), a senadora Simone Tebet (MDB), o deputado Kim Kataguiri e a deputada Tabata Amaral estiveram presentes nos atos.

Os manifestantes se concentram entre o prédio do Masp e a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo não informou a quantidade de participantes.

De acordo com a Polícia Militar, a situação é de tranquilidade na Avenida Paulista. O policiamento no local conta com dois mil policiais militares, 700 viaturas, 50 cavalos, dez cães, dois helicópteros, seis drones, seis veículos blindados, além do monitoramento remoto com câmeras operacionais da PM.

A manifestação na Paulista foi visivelmente inferior a que ocorreu no dia 7 de setembro, em prol de Bolsonaro, e que culminou num agravamento da crise institucional no STF (Supremo Tribunal Federal), apaziguada por meio do ex-presidente Michel Temer (MDB).

No Rio de Janeiro, a manifestação começou após as 10h, na Praia de Copacabana, na altura do Posto 5. Três caminhões de som ocuparam a Avenida Atlântica, mas apenas dois deles foram usados na comunicação com os manifestantes.

Os manifestantes se espalharam por duas quadras da pista da Avenida Atlântica junto à praia, que aos domingos é fechada para o lazer. A manifestação teve o acompanhamento de integrantes da Polícia Militar (PM) e da Guarda Municipal, que se restringiram em ficar posicionados em locais estratégicos, garantindo segurança, sem precisar ser acionados. Pouco depois das 12h30 os manifestantes começaram a se dispersar.

Em Brasília, manifestantes se concentraram na área próxima à Biblioteca Nacional. Outro grupo que já estava presente desde o início da manhã – esse de apoiadores do presidente – circulou no local com carro de som. Não houve, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, confronto entre os dois grupos. As manifestações em Brasília cessaram no início da tarde.

A capital mineira Belo Horizonte também registrou protestos. Vestidos de branco, os manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade com faixas e cartazes solicitando mais vacinas, cobrando ações mais rigorosas no controle da pandemia de covid-19 e também portando bandeiras de partidos políticos de oposição. Os atos foram dissipados por volta de 13h.

(Com informações da Agência Brasil)

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