fbpx
PUBLICIDADE

Assassinato em Guarulhos provocou a maior crise interna no PCC

Foto: Unsplash
Compartilhe
PUBLICIDADE
Previous slide
Next slide

A advogada Ana Maria Olivatto, 45, foi morta na garagem de casa, no Inocoop

O assassinato da advogada Ana Maria Olivatto, 45, no Inocoop, gerou a maior guerra interna na história da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ana era ex-mulher de Marco Willians Herbas Camacho, 63, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC. As informações são do colunista do UOL, Josmar Jozino

Em 23 outubro de 2002, Ana havia acabado de entrar em seu carro, um Fiat Palio, para dirigir por 592 km de Guarulhos até Presidente Bernardes, no interior de SP, para visitar os dois fundadores do PCC, José Márcio Felício, o Geleião, e César Augusto Roriz Silva, o Cesinha.

Ainda na garagem do sobrado onde morava, a advogada foi surpreendida por um homem e duas mulheres, mas não a ponto de assustá-la, já que conhecia os três. O homem atirou duas vezes na nuca de Ana. Ela foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a reportagem, assim que soube do assassinato da ex-mulher, “Marcola ficou irado”. Assim que ele descobriu quem eram os suspeitos, começou a vingança. 

O nome do principal era o de Aurinete Carlos Félix da Silva, conhecida como Netinha, mulher do Cesinha, e uma das melhores amigas de Ana. 

Aurinete encomendou o assassinato ao irmão Lauro Gomes Gabriel, de 40, o Ceará, que estava preso e havia fugido da penitenciária do Carandiru, dias antes do crime. Ele foi morto com oito tiros. Duas mulheres ligadas à Aurinete, uma delas irmã por parte de pai, também foram mortas a tiros. 

Geleião e Cesinha, até então os dois fundadores ainda vivos do PCC, foram expulsos da facção e jurados de morte. Eles chegaram a pedir proteção, que dentro das prisões é chamado de “seguro” ou “seguro de vida”.

O Geleião acabou fazendo uma delação e contou à polícia sobre o que sabia de todas as ações do PCC, entregando parceiros, e sobre a morte de Ana. 

A reportagem afirma que Geleião disse à polícia que “Aurinete mandou matar Ana porque a advogada iria contar para Cesinha que a mulher dele tinha sido fotografada com policiais em um bar e vinha maltratando parentes de presos do CRP de Bernardes”.

Foi então que Marcola assumiu de vez a liderança do PCC. Geleião e Cesinha fundaram outro grupo: O TCC (Terceiro Comando da Capital); mas seus principais aliados foram assassinados. 

Cesinha foi morto na prisão no dia em que Aurinete foi visitá-lo, em 2006, após ela ter sumido por um tempo. O seu paradeiro é desconhecido. 

Em maio deste ano, Geleião morreu de covid-19 no hospital penitenciário da zona norte.

“Para o Ministério Público de São Paulo, Marcola, preso na Penitenciária Federal de Brasília, ainda é o chefe máximo do PCC desde novembro 2002”, finaliza a reportagem. 

PUBLICIDADE

TÓPICOS
Previous slide
Next slide
Compartilhe
VEJA TAMBÉM