Presidente, Bonner e Renata trocaram farpas durante a entrevista
Questionado por William Bonner por diversas vezes durante o Jornal Nacional desta segunda-feira (22) sobre o respeito ao resultada das eleições, independente de qual fosse, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que irá respeitar o resultado das urnas nas eleições de 2022.
“Vamos respeitar o resultado das urnas”, afirmou Bolsonaro.
Antes disso, o presidente afirmou por diversas vezes que quer eleições transparentes e voltou a atacar as urnas, ao afirmar que elas são inauditáveis. Ele chegou a dizer que B onner também cometeu uma fake news ao dizer que ele tinha xingado ministros, entretanto, concordou, posteriormente, que ofendeu o ministro Alexandre de Moraes, atual presidente do TSE, ao chamá-lo de “canalha”.
O presidente afirmou ainda que em 2014 o PSDB contratou uma auditoria independente e que foi confirmado que o resultado das urnas eletrônicas é inauditável.
Bolsonaro foi questionado por Renata Vasconcellos, diversas vezes se ele se arrependia de ter imitado um paciente sem ar, o que demonstrava “falta de compaixão e solidariedade” com as vítimas e seus familiares e amigos.
O presidente, que busca a reeleição, afirmou que não se colocou contra a vacina, e que foi solidário ao liberar recursos e disponibilizar o auxílio emergencial.
“Nós compramos mais de 500 milhões de doses de vacina, só não se vacinou quem não quis. […] O lockdown serviu para travar nossa economia e contaminar mais as pessoas em casa. Não faltou da nossa parte recursos milionários para governadores e prefeitos enfrentarem a covid. […] 68 milhões receberam auxílio emergencial”, afirmou Bolsonaro.
Questionado sobre sua relação com o Centrão, um bloco com mais de 300 dos 513 deputados, Bolsonaro afirmou que Bonner o estava incentivando a ser autoritário. Já que seria impossível governar sem o apoio deles.
“Como eu vou governar com o parlamento sem contar com o apoio deles”, disse Bolsonaro.
Bolsonaro também foi questionado sobre corrupção, principalmente na questão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que deixou o governo acusado de corrupção e de beneficiar pastores.
Bolsonaro afirmou que as pessoas se revelam somente depois que chegam e afirmou que não foi provado, até o momento, o “duto” do dinheiro vazando.
Ele ainda afirmou que a Polícia Federal melhorou muito com a saída do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, e disse que ninguém comanda a Polícia Federal, ao ser questionado se tentou manipular o órgão.
O candidato à reeleição ainda afirmou, em suas considerações finais, que teve de enfrentar a covid, a guerra, mas que o preço da gasolina tem caído, que criou o Pix e tirou dinheiro dos banqueiros e pacificou o MST.
“Eu peguei o Brasil em uma situação crítica. Fizemos tudo o possível para que a população sofresse o menos possível”, disse o presidente.



