Futebol é dinâmico; há equipes que evoluem ao longo das competições
Hoje inicio a minha coluna fazendo uma análise sobre o posicionamento de alguns críticos que parecem torcer pelo fracasso e pelo caos apenas para confirmar suas próprias e medíocres profecias.
Refiro-me ao futebol brasileiro, uma das poucas esperanças de entretenimento e alegria que ainda restam ao povo brasileiro.
Como jornalista, entendo que a nossa Seleção não é mais aquela equipe consagrada pelo futebol vistoso de outras épocas. Minha crítica sempre esteve voltada ao sistema tático e à evolução técnica da equipe.
Entretanto, para os derrotistas, quando a Seleção vence, a justificativa é sempre a fragilidade do adversário. Quando perde, afirmam que o resultado apenas confirmou aquilo que já haviam previsto.
Esses mesmos derrotistas perseguem Neymar como verdadeiros predadores, simplesmente por causa do posicionamento político do jogador. Trata-se de uma postura desnecessária, já que cada cidadão tem o direito de expressar suas convicções dentro de uma sociedade democrática.
São militantes obturados cujo objetivo parece ser destruir tudo aquilo que contraria seus propósitos, sobrevivendo, muitas vezes, às custas das desgraças alheias.
O futebol continua sendo um dos poucos entretenimentos capazes de fazer o brasileiro esquecer, por alguns instantes, as dificuldades enfrentadas no dia a dia.
Reconheço que a nossa Seleção ainda está longe de ser a melhor do mundo. Mas também acredito que esses arautos do apocalipse costumam emitir seus julgamentos antes do veredito final, ignorando que o futebol é dinâmico e que as equipes evoluem ao longo das competições.
Haverá o momento em que direi os nomes daqueles que se julgam donos da verdade, enquanto milhões de brasileiros continuam sonhando e acreditando na Seleção até o último minuto.
*Tony Auad, direto dos Estados Unidos



