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Wilson Grassi propõe imposto único e endurecimento no combate às facções criminosas

Wilson Grassi, candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata
Foto: Divulgação
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Plano do candidato do Democrata à Presidência tem 58 páginas e reúne propostas para economia, segurança, saúde, educação, habitação e infraestrutura

O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do Democrata, apresentou em seu programa de governo propostas como a criação de um imposto federal único sobre movimentações financeiras, mudanças na tributação sobre o emprego e medidas para ampliar o isolamento de lideranças de organizações criminosas.

Veterinário e empresário, Grassi disputa a Presidência pelo número 35. O Democrata é o antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), que mudou de nome em dezembro de 2025. O programa, denominado “Brasil em Primeiro Lugar”, possui 58 páginas e está organizado em 14 eixos, além de apresentar ações para os primeiros 100 dias de um eventual governo.

Uma das principais propostas econômicas é a criação do Imposto Único Federal (IUF), cobrado automaticamente sobre movimentações financeiras. A intenção apresentada pelo programa é substituir nove tributos federais incidentes sobre folha de pagamento, faturamento e produção.

Grassi também propõe isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe até cinco salários mínimos e a extinção da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento. Na área de emprego e qualificação profissional, o programa prevê cursos financiados pela União e executados em parceria com o Sistema S e a rede federal de educação profissional. A oferta seria direcionada às necessidades de contratação de cada região.

Plano prevê medidas contra facções

Na segurança pública, Grassi propõe ampliar o sistema penitenciário federal de segurança máxima para isolar lideranças de organizações criminosas, com bloqueio de sinais de telefonia e integração de dados de inteligência financeira para identificação e confisco de patrimônio.

O candidato também defende a realização de um plebiscito sobre o modelo penitenciário brasileiro. A consulta abordaria a possibilidade de adoção de um sistema de confinamento de segurança máxima em maior escala, inspirado no modelo adotado em El Salvador, mas o programa afirma que a proposta deveria preservar as garantias individuais.

Saúde teria fila nacional para cirurgias e exames

Na saúde, o programa trabalha com o conceito de integração entre saúde humana, animal e ambiental, incluindo vigilância de zoonoses e participação de médicos-veterinários nas políticas públicas. Entre as propostas está a criação de uma fila nacional pública para cirurgias e exames eletivos, organizada por critérios clínicos e que poderia ser consultada pelo próprio paciente.

Grassi também defende ampliar as equipes de Saúde da Família e criar carreiras destinadas à fixação de profissionais em regiões remotas.

Educação e carreira para pesquisadores

Na educação, o candidato propõe vincular parte do apoio técnico e financeiro federal aos resultados de alfabetização e ampliar a rede federal de educação profissional de acordo com as demandas econômicas regionais. O programa também prevê o envio ao Congresso da chamada PEC da Pesquisa, destinada a criar uma carreira federal para pesquisadores. Pela proposta, pesquisadores atualmente bolsistas poderiam ingressar como servidores concursados, com salário, previdência e exigência de período de permanência no Brasil.

Na habitação, uma das propostas é utilizar o histórico comprovado de pagamento de aluguel como demonstração de capacidade financeira para acesso ao financiamento habitacional. O plano prevê ainda que as parcelas iniciais do financiamento possam ter valores equivalentes ao aluguel anteriormente pago, além de ações de regularização de imóveis em áreas consolidadas e assistência técnica pública para reformas e ampliações.

Ferrovias, mineração e defesa

Na infraestrutura, Grassi propõe o programa Brasil nos Trilhos, destinado à conclusão de corredores ferroviários de carga e ao incentivo de investimentos privados, com integração entre ferrovias, portos, hidrovias e cabotagem. Para mineração em terras indígenas, o programa prevê o envio de uma proposta ao Congresso para regulamentar o tema, estabelecendo consulta prévia às comunidades, participação econômica dos indígenas e licenciamento ambiental, além da proibição do uso de mercúrio.

Na defesa, o candidato apoia a elevação gradual dos recursos destinados ao setor para 2% do Produto Interno Bruto (PIB), com uma parcela direcionada à modernização de equipamentos e tecnologias.

Para o agronegócio, o programa propõe antecipar voluntariamente a identificação individual de bovinos em corredores de exportação, além de ampliar o quadro de fiscais do serviço veterinário oficial. Também estão previstas linhas simplificadas de crédito para agricultura familiar, incentivo às boas práticas de manejo, transporte e abate e priorização de alimentos produzidos localmente nas compras públicas.

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