PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

Unimed relata alta de casos de covid-19 e desafio com traumas e outras doenças

Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Foto: divulgação

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.
Error: Embedded data could not be displayed.

Com picos de 40 pacientes internados, hospital tem fluxo separado para casos da doença e ressalta importância de manter cuidados como uso de máscaras

Desde que a pandemia do novo coronavírus começou, a Unimed de Guarulhos afirmou que tem se preparado e se antecipado a compra de insumos e de medidas emergenciais para manter um bom atendimento a seus pacientes.

Com dois hospitais, um voltado ao atendimento adulto e outro pediátrico, a rede conta com uma ampla estrutura para atender a seus conveniados e tem fluxos separados para os pacientes de covid-19 e de outras enfermidades.

Mesmo antes da quarentena implantada no País e das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o doutor Francisco Seiidi Nishi, diretor presidente da Unimed Guarulhos, já recomendava o uso de máscaras nas dependências do hospital. Em entrevista ao GRU Diário, ele contou que um dos objetivos da rede foi se tornar uma referência para seus conveniados.

“Neste momento é importante que as pessoas procurem a quem pode dar uma atenção. Criamos um canal de teleatendimento com médicos, tinha um plantão de médicos para orientá-los. Foi bastante procurado, teve uma resposta muito boa, inclusive até médicos com orientação dentro do nosso Centro de Cuidados. Dentro do nosso hospital, nós criamos um ala voltada apenas para a covid-19 para que tivéssemos um direcionamento, uma linha de cuidados”, explicou o diretor presidente.

De acordo com Nishi, houve uma linha de aprendizado para todos, médicos e pacientes, o que fez com que a Unimed tivesse uma experiência muito boa em relação aos cuidados com a covid-19.

A diretoria do hospital acompanhava com alegria a queda de internações por conta da doença causada pelo novo coronavírus. A rede aumentou de 13 para 20 os leitos de UTI e chegou a ter apenas sete pacientes internados no boletim divulgado no dia 13 de novembro, dos quais dois casos eram suspeitos e cinco confirmados. A rede soma ainda 382 altas e 52 óbitos pela doença, dos quais apenas dois não tinham uma outra comorbidade. O momento atual ainda é inferior oa pico da pandemia, mas continua preocupante.

Dr Nishi e Dra Graciane
Dr. Nishi e Dra. Graciane (Foto: Eurico Cruz)

Desde então os números continuaram a crescer e as internações chegaram a 39, na última sexta-feira (12), com 14 casos suspeitos e 25 confirmados. Mas de acordo com a doutora Graciane Dias Figueiredo Mechenas, diretora clínica da Unimed Guarulhos, agora também há um número maior de ocorrência de traumas por conta do fim do isolamento social e de outros problemas de saúde, como infartos e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

“Hoje a gente tem os infartados, os AVCs, as apendicites, os traumas que aumentaram muito. O Samu está trabalhando loucamente, acidentes diários. É moto, é carro, é afins, atendimentos que a gente não estava tendo no começo da pandemia. Com o isolamento social caiu o número de acidentes, e agora a gente tem aumento do número de casos de covid e aumento dos números de outros casos, e a limitação de leitos existe”, explicou a doutora.

De acordo com o doutor Nishi, a contaminação continua existindo, o que muda agora são os resultados. “Na verdade, o que existe agora é uma exposição maior, temos um aumento de casos, mas não acredito que seja uma segunda onda como ocorre na Europa. Existe um aumento destes casos que requer a manutenção dos cuidados, uma orientação para que as pessoas continuem com os cuidados”, explicou.

Por conta desta fase da pandemia, a rede voltou a tomar algumas medidas para reduzir o fluxo de pessoas, como um boletim por telefone, cancelamento de visitas presenciais e a retomada das televisitas. De acordo com a doutora, independente de ser uma segunda onda ou uma continuidade da primeira, a população precisa manter os cuidados mínimos para evitar a doença.

“É preciso continuar trabalhando com distanciamento social, isolamento, com os cuidados de uso de máscara, álcool gel, que de fato se perderam. As festas cresceram demais. A gente tem visto jovens com um índice maior de contaminação. Eles estão no mercado de trabalho. Eu falo que hoje a gente está com a covid na nossa porta, mas estamos com outros casos que no começo da pandemia desapareceram”, ressaltou a doutora.

Os sintomas, consequências e tratamento da covid-19

Sobre os principais sintomas da covid-19, a doutora relatou a anosmia (perda do olfato) como um dos principais, mas afirmou que a doença é multifatorial, de forma a apresentar sintomas diferentes em cada paciente, como dor lombar, dor de garganta e a falta de ar.

Na entrevista ao GRU Diário, a doutora contou que a obesidade é um dos fatores mais preocupantes para quem contrai covid-19. “De todas as comorbidades, a obesidade, hipertensão e diabetes foram as que a gente teve mais impacto negativo”, contou.

Se a comorbidade é um ponto negativo para quem está contaminado, para quem fica em casa ela se torna um inimigo que cresce cada vez mais. Segundo a médica, muitas pessoas tiveram um aumento de peso e se entregaram ao sedentarismo durante a pandemia. Há relatos de crianças que chegaram a ganhar de 10 a 12 quilos no período de 9 meses.

Sobre as sequelas, varia muito de paciente a paciente, de forma que, alguns relatam dificuldades e alguns problemas mais acentuados, enquanto outros sequer notam que tiveram a doença anteriormente. A doutora Graciane ressalta ainda que a reinfecção existe e todo cuidado após uma primeira contaminação continua a ser necessário.

Referente ao tratamento, a doutora afirmou que cabe a cada médico fazer o diagnóstico e recomendar o melhor tratamento ao paciente. Existem recomendações de antibióticos, anticoagulantes, oxigenoterapia, respiração invasiva, entre outros. De acordo com a doutora, não há recomendação para o uso de cloroquina.

De acordo com a médica, o isolamento social também traz problemas para a saúde, principalmente os emocionais. “Já são 9 meses. Olhar para dentro de casa não está fácil. O isolamento social trouxe vários enfrentamentos. O brasileiro é muito social”, afirmou a doutora.

Compras e festas de final de ano

Tanto a diretora clínica quanto o diretor presidente da rede afirmaram que não adianta tentar fazer um isolamento social total. De acordo com eles, existem caminhos para as pessoas evitarem a contaminação.

A diretora clínica informou que aumentar o horário do comércio pode ser uma boa medida para evitar aglomerações. De acordo com o doutor Nishi, é preciso ter bom senso.

“Esse cenário de pressão, realmente a população está cansada. A gente tem que ver o lado psicológico, mental. Acho que cabe neste momento, se tiver que dar um conselho, tem que ter um bom senso.Não precisa fechar totalmente o comércio, não precisa fechar a praia, as pessoas têm que tomar sol. As pessoas têm que continuar com o cuidado e mais do que isso ter o bom senso. Não acabou a pandemia”, ressaltou Nishi.

De acordo com a doutora Graciane, se houver sinais de contaminação e sintomas da doença, não há jeito, neste caso é preciso se isolar. “Dependendo do sinal, do sintoma, pensar que você pode ser um transmissor e se isolar, este é um recado que as pessoas precisam ter. Vá há algum lugar e pegue um atestado se você precisar, mas se não precisar, fique em casa. Está é a preocupação que nós temos que ter”, disse a doutora.

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.
Error: Embedded data could not be displayed.
TÓPICOS
COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
COMENTÁRIOS
VEJA TAMBÉM

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

PUBLICIDADE

Error: Embedded data could not be displayed.

PUBLICIDADE