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Tony Auad: TV Globo aposta na volta da novela “Além do Tempo”

Além do Tempo, novela
Foto: Divulgação
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Folhetim teve bom desempenho no Globoplay

Hoje inicio a minha coluna comentando a volta da novela “Além do Tempo” (2015) à tela da TV Globo, a partir do próximo dia 27. A trama, escrita por Elizabeth Jhin, foi escolhida para substituir “Terra Nostra” (1999), de Benedito Ruy Barbosa, na faixa “Edição Especial”.

Nos últimos anos, a emissora praticamente ignorou títulos produzidos na década de 2010 em suas sessões de reprises. A própria “Além do Tempo” permaneceu esquecida por mais de uma década.

Apesar da boa audiência e da excelente repercussão nas redes sociais, a novela só ganhou reprise no ano passado por meio do Globoplay Novelas, canal fechado com alcance muito menor que a TV aberta.

Ainda assim, a Globo levou ao ar apenas cinco novelas desse período nas faixas vespertinas — sendo duas delas exibidas mais de uma vez: “Cheia de Charme” (2012) e “Avenida Brasil” (2012), esta última atualmente em cartaz no “Vale a Pena Ver de Novo”. As demais foram “Cordel Encantado” (2011), “Êta Mundo Melhor!” (2016) e “Ti Ti Ti” (2010).

É público e notório que a emissora recorreu a diversas obras desse período para preencher o horário nobre durante a paralisação provocada pela pandemia de Covid-19, que afetou diretamente a produção e a grade de programação.

Mesmo assim, muitas produções continuaram de fora, enquanto “Edição Especial” e “Vale a Pena Ver de Novo” seguiram apostando, em grande parte, em novelas mais antigas como solução imediata.

Com um acervo amplo e de qualidade, a emissora não deve se limitar a obras já reprisadas. Há material suficiente para escolhas mais criteriosas e diversificadas na programação.

Frase final: A vida é como uma estrada: é longa, mas, se souber encurtá-la, o caminho se torna mais leve

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