Estreia não conseguiu bater sequer um ponto de audiência na Grande São Paulo
Hoje inicio a minha coluna comentando a queda de audiência do programa de culinária “MasterChef”, que já foi considerado uma das principais atrações da grade da Band, chegando, em seus melhores momentos, a disputar a liderança com a Globo.
A estreia da nova temporada do “MasterChef Profissionais”, na semana passada, marcou apenas 0,9 ponto de audiência, segundo dados do Ibope na Grande São Paulo. Foi o mesmo índice registrado pela final da 13ª edição da competição com amadores, exibida no último dia 29 de setembro.
Como o site Notícias da TV já havia informado, a vitória da bombeira militar Jéssica Cechella também não passou dos 0,9 ponto de audiência, mas apresentou desempenho um pouco melhor no share — porcentagem de televisores ligados sintonizados no programa —, com 2,4%.
Porém, se os índices estão baixos e o reality não consegue sequer alcançar um ponto no Ibope, por que a Band mantém o “MasterChef” no ar? E, como já foi apontado tantas vezes, emenda uma temporada na outra, sem dar um respiro para quem acompanha a atração?
A resposta é simples: dinheiro.
Mesmo longe do prestígio e da audiência que teve em seu auge, o “MasterChef” ainda é uma importante fonte de receita para a emissora. O programa reúne boas marcas patrocinadoras e, por essa razão, continua sendo um produto comercialmente interessante para a Band.
Vale lembrar que um dos atrativos está na própria estrutura da competição, na qual as marcas patrocinadoras conseguem aparecer de maneira integrada às provas e ao cenário, sem necessariamente provocar a sensação de uma publicidade forçada, como às vezes acontece em outras produções.
Nesse cenário, tirar o “MasterChef” do ar apenas por causa da baixa audiência seria, guardadas as proporções, matar a galinha dos ovos de ouro. E a Band, vale ressaltar, não está em posição de abrir mão de oportunidades de receita.
Para que o leitor tenha uma ideia, a emissora mantém o “Show da Fé”, do missionário R. R. Soares, em uma faixa importante de sua programação. A manutenção do programa religioso, mediante a comercialização de espaço na grade, representa uma fonte de receita para a Band.
Na avaliação desta coluna, a presença de programas desse tipo em horários importantes evidencia o peso que a questão financeira exerce nas decisões da emissora. A Band também perdeu receitas provenientes de empresas de apostas que deixaram de poder anunciar após mudanças nas regras do setor, além de espaços anteriormente ocupados por produções independentes mediante acordos comerciais.
Com isso, em determinados momentos, a audiência ou mesmo a qualidade de uma atração pode não ser o único fator considerado. A capacidade de gerar receita também pesa nas decisões da Rede Bandeirantes e na necessidade de a emissora manter suas contas e compromissos em dia.
Frase final: “A força interior vem de Deus, e é o que nos ajuda a vencer os obstáculos.”



