Vítimas teriam sido envenenadas com substância semelhante a “chumbinho”, misturada a alimentos e bebidas
A universitária Ana Paula Veloso Fernandes, denunciada por quatro homicídios cometidos com o uso de veneno, foi transferida para a Penitenciária Feminina II de Tremembé, no interior paulista. A informação foi confirmada pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). A informação é do portal Metrópoles.
Conhecida como o “presídio dos famosos”, a unidade abriga condenados em casos de grande repercussão, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Daniel e Cristian Cravinhos, Alexandre Nardoni e Roger Abdelmassih. Segundo o advogado Almir da Silva Sobral, que conversou por videoconferência com Ana, a cliente está “assustada” e “sem plena consciência do que fez”.
A irmã gêmea de Ana, Roberta Cristina Veloso Fernandes, apontada pela Polícia Civil como cúmplice nos crimes, foi transferida para uma penitenciária na zona norte da capital paulista.
De acordo com o MPSP (Ministério Público de São Paulo), as irmãs são investigadas por quatro homicídios qualificados ocorridos entre janeiro e maio de 2025, em Guarulhos, São Paulo e Duque de Caxias (RJ). Ana seria a executora principal, enquanto Roberta participava do planejamento e da ocultação dos vestígios.
As vítimas teriam sido envenenadas com substância semelhante a “chumbinho” (fosfeto de alumínio), misturada a alimentos e bebidas. Mensagens interceptadas mostram que as gêmeas usavam o código “TCC” (Trabalho de Conclusão de Curso) para se referir aos homicídios e negociavam valores a partir de R$ 4 mil por crime.
O caso mais recente ocorreu no Rio de Janeiro, onde Ana Paula viajou para matar Neil Corrêa da Silva, segundo a investigação do 1º DP de Guarulhos. Roberta admitiu ter ajudado a queimar um sofá com o corpo de uma das vítimas para eliminar provas.
A denúncia contra as duas foi apresentada em 17 de outubro, na Vara do Júri de Guarulhos. A Justiça converteu a prisão temporária em preventiva, classificando Ana Paula como “verdadeira serial killer” pelo grau de frieza e reiteração dos crimes. As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas.



