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Sem receber do INSS após colostomia, mulher precisa de doações para tratamento

Foto: Arquivo pessoal
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Secretária já fez duas cirurgias, precisa fazer uma terceira, está sem condições de trabalhar e deixou de receber auxílio

Sem receber do Instituto Nacional do Seguro Social desde o começo deste mês, a secretária jurídica Daniela Rodrigues da Silva, de 39 anos, tem tido dificuldade para conseguir manter a dieta e a higienização necessária após uma colostomia feita em dezembro do ano passado, que lhe gerou mais complicações do que solução para um problema de saúde.

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Tudo começou quando Daniela foi diagnosticada com um câncer no ovário. Inicialmente, os médicos não perceberam que o tumor estava colado ao intestino, o que resultou em um novo procedimento e na retirada de 15 centímetros do órgão da paciente.

Para mantê-la viva foi necessário fazer o procedimento de colostomia, quando uma bolsa externa é responsável por receber as fezes do intestino. A paciente precisa agora fazer uma cirurgia que retome a ligação entre o intestino grosso e delgado, mas, de acordo com ela, o próprio médico já disse que não sabe se dará certo.

Segundo Daniela, após o primeiro procedimento realizado em um hospital particular da cidade, ocorreram complicações maiores, já que com o intestino rompido às fezes chegaram a se espalhar pelo corpo. “O médico falou que se eu não conseguisse limpar poderia vir a óbito”, disse.

Daniela ficou dois meses internada no Hospital Oswaldo Cruz, na capital, por conta das complicações geradas no primeiro procedimento. Durante este tempo, conseguiu receber do INSS, de dezembro até abril.

Mas este mês, por conta da pandemia do novo coronavírus, Daniela não conseguiu fazer a perícia presencial e mesmo após encaminhar o laudo médico que comprova a falta de condições para trabalhar, a paciente teve a renovação do benefício negada.

“Eu falei com o advogado e ele me informou que eles não poderiam cessar o benefício até porque eu dependo disso para sobreviver, tenho toda a prova. Geralmente o INSS dá um ano, não dão este período picado e eu não fiquei nem quatro meses praticamente”, explicou Daniela.

Sem condições de trabalhar, a secretária jurídica precisa seguir uma dieta de verduras, frutas e comidas mais leves para evitar complicações maiores em seu intestino. Além disso, são necessários muitos itens de higiene de forma constante, como lenços umedecidos para fazer a limpeza da bolsa de colostomia.

Daniela repassou a reportagem documentos que comprovam seu estado de saúde e a falta de auxílio do INSS. Solteira, ela paga aluguel e admite que tem atrasado os pagamentos, afinal, ainda que o valor pago pelo INSS fosse equivalente a metade de seu salário, era a única fonte de renda que ela tinha.

A reportagem questionou o INSS e aguarda um retorno sobre o caso de Daniela, mas a paciente tem recebido e precisa de doações. Caso alguém se solidarize com o caso dela, é possível entrar em contato pelo número 11-97057-1892.

Não vamos divulgar aqui o endereço direto de Daniela porque ela já foi vítima de pessoas mal-intencionadas que tinham um segundo interesse e mesmo de pessoas que ao invés de levar as doações obtidas para ela chegaram a ficar com as doações para si.

Atualização:

Em nota, O INSS afirmou que “o auxílio-doença da senhora Daniela Rodrigues da Silva foi prorrogado até 30 de junho. Esse benefício já havia sido prorrogado anteriormente, até 31 de maio, devido ao fechamento das agências da Previdência por causa da pandemia de coronavírus. Esclarecemos, também, que não haverá interrupção no pagamento do benefício da senhora Daniela, que será depositado no banco no início de junho (relativo a maio) e de julho (relativo a junho)”.

De acordo com o órgão, caso a senhora Daniela ainda se julgue incapacitada para o trabalho na época da cessação do benefício (desde 15 dias antes até a data de cessação do benefício, que é 30 de junho), ela deve pedir prorrogação do auxílio-doença pelo site gov.br/meuinss, pelo Meu INSS no celular ou pela Central Telefônica 135.

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