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Saúde de Guarulhos alerta para os sintomas de gripe aviária H5N1

Foto: Divulgação/PMG
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Brasil registra primeiros casos do vírus em aves silvestres. Até o momento, os frangos e os ovos disponíveis nos supermercados não foram impactados

A Secretaria da Saúde de Guarulhos alerta os moradores para os sintomas do vírus H5N1, que pode acometer aves domésticas e silvestres. Embora seres humanos também possam ser contaminados, o risco é muito menor e não há casos confirmados até o momento no país.

O aviso ocorre após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decretar estado de emergência zoossanitária em todo o país, nesta segunda-feira (22), em razão das primeiras confirmações de gripe aviária em animais no Brasil. A medida da pasta vale por 180 dias para evitar que a doença chegue na produção de aves de subsistência e comercial, bem como para preservar a fauna e a saúde humana.

Todas as aves contaminadas em território nacional foram consideradas migratórias e não pertencentes ao sistema industrial brasileiro. Isso significa que os frangos e os ovos disponíveis nos supermercados não foram impactados.

No entanto, os moradores que possuam aves de estimação devem ficar atentos ao comportamento e à saúde dos animais, além de evitar qualquer tipo de contato e comunicar imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em casos de suspeita do vírus.

A gripe aviária ocasiona problemas respiratórios nas aves, desencadeando sintomas como espirros, tosse e corrimento nasal, além de falta de apetite e diarreia. Letargia, incapacidade de locomoção e edema da crista e da barbela também podem ser observados nos bichos infectados.

A doença é responsável por uma alta taxa de mortalidade em aves, sendo observada, em algumas situações, a morte desses animais antes mesmo do surgimento de sintomas. A letalidade dessa gripe nas aves pode chegar a quase 100% em alguns casos.

Transmissão

A transmissão do vírus H5N1 pode ocorrer por contato direto, por meio de secreções nasais e oculares, fezes de aves infectadas ou por contato indireto, por meio da água, de carcaças de animais mortos e do contato com equipamentos contaminados.

Apesar da intensificação das ações de vigilância em Guarulhos por parte dos órgãos oficiais, qualquer cidadão pode notificar ao Centro de Controle de Zoonoses ocorrências suspeitas, como mortalidade anormal e inexplicável de aves silvestres, aves moribundas com sinais clínicos compatíveis com gripe aviária e mortalidade excepcional (súbita e elevada) em aves de subsistência, de exposição, de ornamentação ou de companhia.

Prevenção e notificação

Para prevenir a gripe aviária o cidadão que possui aves de criação deve frequentemente adotar medidas de higiene, limpeza e desinfecção no ambiente em que os animais vivem. É fundamental lavar as mãos com água e sabão antes e depois de manusear as aves, além de fazer o controle higiênico-sanitário de quem adentra o local onde elas estão. 

A Secretaria da Saúde de Guarulhos informa ainda que o morador não deve, em nenhuma hipótese, se aproximar, tocar ou recolher aves silvestres de vida livre, saudáveis ou não. Ao deparar com uma situação suspeita de gripe aviária, comunique imediatamente o CCZ pelo email controlezoo[email protected] ou pelo telefone (11) 2436-3666. 

Para agilizar as providências, o cidadão deve informar a descrição geral e o local exato da ocorrência, o contato do notificante, as espécies e o número de aves acometidas e, se possível, enviar uma foto dos animais envolvidos.

Casos confirmados

Na tarde desta segunda-feira (22), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), confirmou três novos casos positivos para influenza aviária (H5N1) no estado de Espírito Santo, que estavam em investigações desde a semana passada.

As aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando) foram encontradas nos municípios de Linhares, Itapemirim e Vitória.

Até o momento, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, são oito casos confirmados em aves silvestres, sendo sete no estado do Espírito Santo (três ainda aguardando o sequenciamento), nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares e Itapemirim, e um caso no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra.

As aves são das espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Sula leucogaster (atobá-pardo) e Thalasseus maximus (trinta-réis real).

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