Estado mantém recomendação da dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses residentes em Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou mais um caso de sarampo no Estado, elevando para 14 o número de ocorrências registradas em 2026. Como medida preventiva, a pasta mantém a recomendação da dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo.
O novo caso foi identificado na capital paulista e envolve um menino com menos de um ano de idade, que, segundo a pasta, não havia sido vacinado contra a doença. De acordo com a Secretaria, os casos confirmados neste ano envolvem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos.
A secretaria destaca que essa dose é uma proteção adicional e não substitui o calendário vacinal de rotina. Após receber a dose zero, a criança deverá ser imunizada novamente aos:
12 meses: primeira dose da vacina tríplice viral;
15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral.
Cobertura vacinal está abaixo da meta
Segundo a SES-SP, a cobertura vacinal em 2026 está abaixo do índice considerado ideal.
Atualmente, os índices são:
Primeira dose: 77,5%;
Segunda dose: 65,5%.
A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para ambas as doses. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Tatiana Lang, reforçou a importância da vacinação.
“A vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo. É fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e que adolescentes e adultos procurem uma unidade de saúde para atualizar o esquema vacinal sempre que necessário”, disse.
Quem deve se vacinar
Dose zero
Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em Guarulhos, São Paulo e São Bernardo do Campo.
A aplicação também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados.
Vacinação de rotina
Crianças
12 meses: primeira dose da tríplice viral;
15 meses: segunda dose, preferencialmente com a tetraviral.
Pessoas de 5 a 29 anos
Devem comprovar duas doses da tríplice viral.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem comprovar uma dose da tríplice viral.
Profissionais da saúde
Devem comprovar duas doses, independentemente da idade.



