Pré-candidato à Presidência da República participou de encontro com empresários e concedeu entrevista antes de evento da Asec
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Guarulhos nesta quarta-feira (15), onde participou de um encontro promovido pela Asec (Associação dos Empresários de Cumbica). Antes do evento, realizado na empresa Perfil Líder, no Parque Cecap, Zema conversou com jornalistas e criticou a relação ruim do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os Estados Unidos.
Ao comentar a visita ao município, o ex-governador destacou a importância econômica de Guarulhos.
“Estou em Guarulhos pela importância da cidade, uma das maiores da Região Metropolitana, onde está o maior aeroporto do Brasil.”
Zema afirmou que sua experiência na iniciativa privada influencia sua atuação na política. O pré-candidato também defendeu uma gestão pública voltada ao combate à corrupção.
“Quero um país sem corrupção, que atraia pessoas e não expulse pessoas.”
Relações internacionais
Durante a entrevista, Romeu Zema criticou a política externa do governo federal e defendeu uma maior aproximação do Brasil com países ocidentais. Segundo ele, o país deveria ter uma relação melhor com os Estados Unidos. A declaração ocorreu horas antes da confirmação da tarifa adicional de 25% dos EUA aos produtos brasileiros.
“O Lula trata mal os Estados Unidos. Ele questiona o dólar. Trocar o dólar por outra moeda é trocar metro por polegada, o que vai melhorar a nossa vida? Acho que não vai. O Lula é um presidente que venera e se aproximou de Venezuela, Cuba e Irã, países notadamente anti-democráticos e anti-americanos. e quer que os Estados Unidos trate o Brasil com tapete vermelho. Não vão tratar”, disse.
Zema também afirmou que pretende aproximar o Brasil de democracias ocidentais e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Combate à corrupção
Ao falar sobre sua trajetória política, o ex-governador afirmou que pretende levar para Brasília a experiência de gestão adotada em Minas Gerais. Ele também comentou investigações envolvendo o Banco Master e criticou a ausência, segundo ele, de responsabilização de agentes públicos.
“Em Minas eu provei que dá para fazer diferente. É o que vou fazer em Brasília. Minha vida foi vasculhada e não encontraram nada.”
Escolha do vice
Questionado sobre a escolha de um eventual candidato a vice-presidente, Romeu Zema afirmou que o principal critério será a reputação do nome escolhido.
“O que eu e o presidente do Novo procuramos é ter ficha limpa. Não quero ninguém do meu lado que fale: ‘fica calado porque tem gente da minha família e do meu partido envolvida nisso’.”
O encontro com empresários foi promovido pela Asec e reuniu representantes do setor produtivo da região.



