Manuel Armoa foi chamado de “mono chora” após derrota do Flecha para o Sesi Bauru
O Vôlei Guarulhos BateuBet manifestou repúdio a um ato de racismo sofrido pelo ponteiro argentino Manuel Armoa, de 23 anos, ao final da partida contra o Sesi Bauru, realizada na noite de sábado (13), na Arena Paulo Skaf, em Bauru. Segundo o clube, após o encerramento do jogo, um torcedor da equipe adversária dirigiu-se ao atleta com ofensas racistas, incluindo xingamentos e gestos que faziam alusão a um macaco, além da expressão “mono chora”. A manifestação teria ocorrido em referência à derrota da equipe guarulhense por 3 sets a 2.
Integrantes da comissão técnica e jogadores do Vôlei Guarulhos tentaram conter o agressor, que deixou o local em seguida. A placa do veículo utilizado pelo suspeito foi anotada, e o supervisor técnico do clube, Daniel Jorge Jr., dirigiu-se imediatamente à delegacia para o registro de um boletim de ocorrência.
O presidente do Vôlei Guarulhos BateuBet, Anderson Marsili, solicitou providências formais ao Sesi Bauru e à CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). Em nota, o clube reforçou que atos de racismo não podem ser naturalizados nem tolerados, dentro ou fora das quadras.
Ainda de acordo com a equipe, o atleta recebeu apoio do clube, que informou acompanhar o caso até que o responsável seja identificado e responsabilizado, conforme a legislação brasileira.
Em nota, o Sesi também manifestou repúdio pelo episódio e informou que o responsável pelo ato está em processo de identificação. “Uma vez confirmado seu envolvimento, será banido de jogos e impedido de acessar qualquer unidade, evento ou espaço do Sesi-SP, que está à disposição das autoridades policiais para colaborar com os esclarecimentos necessários”, pontuou.
A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) também repudiou o ato racista e está colaborando com o envio de material comprobatório para as autoridades.



