Inquérito aponta que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos realizados pelos investigados
A Polícia Civil do Estado de São Paulo realiza nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga um esquema de atuação de falsos médicos em um hospital particular da zona leste da capital paulista. As diligências acontecem na capital paulista e nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo, Poá e Mogi das Cruzes.
A operação é conduzida pelo 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista e cumpre sete mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça. Segundo as investigações, dois homens se passaram por médicos e realizaram aproximadamente 2 mil atendimentos ao longo de dois anos na unidade hospitalar investigada.
O inquérito aponta ainda que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos realizados pelos investigados. As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte do hospital. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico da unidade foram afastados dos cargos enquanto as investigações prosseguem.
O delegado titular do 22º DP, Mariano de Araújo, afirmou que a investigação busca responsabilizar todos os envolvidos no esquema. A operação mobiliza 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um dos alvos foi localizado.
A primeira etapa da Operação Hipócrates ocorreu em 16 de dezembro do ano passado, quando a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em um hospital da zona leste da capital. O caso é investigado pelos crimes de exercício ilegal da profissão, estelionato e uso de documentos falsos.



