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Polícia investiga esquema em Guarulhos e SP de venda de ingressos falsos para show do Iron Maiden

esquema de venda ilegal de ingressos
Foto: Polícia Civil
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Caso foi registrado como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico

A Polícia Civil, por meio do 42º DP (Distrito Policial), da capital paulista,, deflagrou na quinta-feira (15) uma operação contra uma associação criminosa investigada por um esquema de venda de ingressos falsos para o show da banda britânica Iron Maiden. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços no Tatuapé, na zona leste da capital, e em Guarulhos.

A investigação teve início em dezembro, após um homem comparecer à delegacia relatando ter sido vítima de um golpe. Segundo o registro policial, ele efetuou o pagamento de R$ 690 via Pix para a compra de um ingresso, mas não recebeu a entrada. Ao procurar a plataforma oficial de vendas, constatou que havia acessado um site falso, que simulava o ambiente da página original.

Durante as apurações, os policiais identificaram que o valor pago foi direcionado a uma empresa facilitadora de pagamentos, que não realizou o bloqueio nem o estorno da quantia, mesmo após ser comunicada sobre a fraude. As diligências apontaram a existência do site fraudulento e de empresas envolvidas no esquema, todas com constituição recente, alterações societárias suspeitas e diversas reclamações relacionadas a golpes semelhantes.

“É uma reprodução muito idêntica ao site original. A pessoa tem que estar sempre atenta à grafia na página de endereçamento. Eles sempre trocam ou invertem as palavras. São nesses mínimos detalhes que é possível diferenciar o verdadeiro do falso”, afirmou o delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento.

Batizada de Operação Fear of the Pix — referência ao álbum da banda lançado em 1992 —, a ação cumpriu os mandados nas sedes das empresas investigadas e nos endereços de seus sócios, após autorização do Poder Judiciário.

Ao todo, foram apreendidos 13 relógios, três veículos de luxo, R$ 11 mil em espécie, seis computadores e documentos, que serão analisados no decorrer da investigação. O caso foi registrado no 42º DP como associação criminosa para a prática de estelionato eletrônico.

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