Mudanças nas regras de viagens coibiu uso do Brasil como rota de imigração ilegal
O número de pedidos de refúgio no Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou queda de 94% entre 2024 e 2025, segundo dados da PF (Polícia Federal). Em 2025, foram contabilizadas 458 solicitações, contra 7.610 registros em 2024. A corporação atribuiu a redução às medidas adotadas para coibir o uso do Brasil como rota de imigração irregular para outros países, especialmente os Estados Unidos.
Desde agosto de 2024, passageiros em trânsito internacional sem visto de entrada no Brasil e com destino final a outros países passaram a ser obrigados a seguir viagem ou retornar ao local de origem, sem permanecer em áreas restritas do terminal. À época, as autoridades identificaram um aumento expressivo de pessoas oriundas de países asiáticos, como Índia, Nepal e Vietnã, que desembarcavam em Guarulhos com bilhetes emitidos para outros destinos na América do Sul.
O delegado Júlio Baida, chefe da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, afirmou à CBN que não há mais acampamentos de migrantes em áreas restritas do aeroporto.
“A título de exemplo, dos 458 pedidos de refúgio registrados no ano passado, a imensa maioria ocorreu no primeiro semestre. A legislação brasileira prevê o instituto do refúgio, que por vezes é utilizado de forma desviada por migração econômica, organizada por quadrilhas especializadas. Um desses caminhos foi fechado”, explicou.
Em 2023 e 2024, centenas de afegãos sem visto permaneceram por meses em áreas restritas do aeroporto enquanto aguardavam procedimentos de entrada no país. Em 2025, a maior parte das solicitações de refúgio partiu de cidadãos de Bangladesh, Vietnã e Nigéria.



