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PCC alicia funcionários terceirizados para tráfico de drogas no Aeroporto de Guarulhos

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Foto: Arquivo/Agência Brasil
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Polícia Federal investiga ao menos 50 funcionários recrutados pela facção

Investigações da Polícia Federal (PF) apontam que funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços em áreas restritas no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, em Cumbica, foram aliciados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital)  para enviar drogas à Europa. As informações são do jornalista e colunista do portal UOL, Josmar Jozino

A reportagem afirma que ao menos 50 funcionários foram investigados. A Justiça Federal de Guarulhos decretou a prisão preventiva de 14 deles, que ainda tiveram seus bens sequestrados a pedido da PF. 

Os integrantes do PCC ainda não foram identificados. 

Como funciona o esquema  

A quadrilha de narcotraficantes transportava a droga com ajuda de falsos passageiros que carregavam as malas com grande quantidade de entorpecentes até o aeroporto. 

“As bagagens eram colocadas em guichês vazios e fotografadas com o uso de telefone celular por funcionários envolvidos no esquema. As bolsas seguiam pela esteira até a área restrita, onde funcionários aliciados pelo PCC recebiam dos comparsas as fotos com as imagens das malas recheadas com drogas”, explica trecho da reportagem. 

Os funcionários que participavam do esquema eram responsáveis por introduzir as bagagens no embarque internacional sem que houvesse fiscalização automática, chamada de BHS (Baggage Handling System).

Segundo a PF, isso se repetiu pelo menos 27 vezes durante a investigação no Aeroporto de Guarulhos. A droga tinha como destino países da Europa e África do Sul. Inclusive, houve apreensão de malas que foram despachadas de Guarulhos nos aeroportos de Lisboa e Paris. 

Cada funcionário recebia R$ 15 mil por cada mala despachada, valor dez vezes maior que o salário recebido pelas terceirizadas. 

Os investigados exibiam um patrimônio incompatível com a renda oriunda da empresa em que eram registrados. 

Na última terça-feira (18), a Polícia Federal havia deflagrado uma operação chamada de Área Restrita II, que mirou em funcionários de empresas do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, em Cumbica, acusados de facilitar o tráfico de drogas no local.

Funcionário assassinado 

Um funcionário responsável por denunciar o envio de malas com cocaína para o exterior no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, em Cumbica, foi executado a caminho de casa após ter sido ameaçado por um colega de trabalho supostamente envolvido no esquema.

Arisson Moreira Júnior, de 34 anos, foi executado a tiros a caminho de casa, na Rua Esperança, no Jardim São João, no dia 13 de janeiro do ano passado.

Júnior, funcionário de uma empresa do aeroporto, localizou duas malas recheadas com cocaína e avisou à polícia. Em seguida, foi ameaçado por outro funcionário, Márcio Perez, acusado de participar do esquema. 

Perez foi preso e nega ter participado do assassinato. 

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