Cidade possui 382 telefones públicos entre os últimos 30 mil em funcionamento no país
Os telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, terão funcionamento encerrado de forma definitiva até o final de 2028. Em Guarulhos, ainda permanecem 382 terminais ativos, que fazem parte dos cerca de 30 mil orelhões restantes em todo o Brasil.
Lançados em 1972, os orelhões tiveram o design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. Ao longo das décadas, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais, mantidos pelas concessionárias de telefonia fixa como contrapartida obrigatória do serviço.
Os contratos de concessão que incluíam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025. A adaptação desses contratos para o modelo de autorizações de serviço, sob regime privado, passou a prever a extinção gradual dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso à telefonia no país.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com a proximidade do término das concessões, tornou-se necessária uma discussão mais ampla sobre o modelo vigente, com o objetivo de estimular investimentos em redes de suporte à banda larga.
Nesse contexto, as concessionárias buscaram acordos com a administração pública para viabilizar a adaptação do STFC (Sistema de Telefonia Fixa Comutada) ao regime de autorização. O processo foi impactado, ainda, pela crise financeira enfrentada pela operadora Oi desde 2016, que culminou na abertura de processo de falência.
Telefones que permanecerão ativos
Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão em funcionamento em localidades onde não haja cobertura mínima de sinal 4G para a rede móvel. Atualmente, a maior parte dos orelhões ativos está concentrada no estado de São Paulo, e a localização dos terminais pode ser consultada no site oficial da Anatel.
De acordo com a agência reguladora, as empresas assumiram o compromisso de manter a oferta de serviços de telecomunicações com funcionalidade de voz, inclusive por meio dos orelhões, em regime privado, até 31 de dezembro de 2028, nas localidades em que forem as únicas prestadoras do serviço.
Além disso, as concessionárias se comprometeram a realizar investimentos em infraestrutura, como implantação de fibra óptica, instalação de antenas de telefonia celular com tecnologia mínima 4G, expansão da rede móvel, implantação de cabos submarinos e fluviais, ampliação da conectividade em escolas públicas e construção de data centers.
(Com informações da Agência Brasil)



