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MP denuncia dois homens por venda de vodca adulterada que deixou vítima cega em Guarulhos

metanol em bebidas alcoólicas
Foto: UFPR
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Segundo a Promotoria, bebidas continham concentrações de metanol entre 34,6% e 40,9%; produtos teriam sido adquiridos nas proximidades do Mercadão de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou dois homens pela venda de bebidas alcoólicas adulteradas em Guarulhos. Segundo a acusação, uma das vítimas sofreu intoxicação por metanol e perdeu permanentemente a visão dos dois olhos após consumir vodca em um estabelecimento localizado na Avenida Guarulhos.

A denúncia foi apresentada na sexta-feira (25) pela 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos. Os dois homens são acusados de falsificação de produto destinado ao consumo. Para um deles, a Promotoria também atribui o crime de lesão corporal.

De acordo com o MPSP, um dos denunciados era proprietário e responsável pelo estabelecimento e adquiria bebidas de diferentes fornecedores sem exigir documentação fiscal que comprovasse a origem dos produtos. Segundo a denúncia, a escolha dos fornecedores priorizava os menores preços.

O segundo denunciado seria um dos responsáveis pelo fornecimento das bebidas. A Promotoria afirma que ele adquiria vodcas de vendedores desconhecidos nas proximidades do Mercado Municipal de São Paulo e posteriormente as fornecia a estabelecimentos comerciais como se fossem produtos de uma conhecida marca, sem comprovação de origem ou autenticidade.

Vítima perdeu a visão

Segundo a denúncia, em 27 de setembro de 2025, uma pessoa consumiu a bebida no estabelecimento de Guarulhos e posteriormente apresentou um quadro grave de intoxicação por metanol. A vítima precisou ser internada e, de acordo com o MPSP, sofreu perda completa e permanente da visão nos dois olhos.

Em 15 de outubro de 2025, foram apreendidas diversas garrafas de vodca no estabelecimento. Parte delas não possuía comprovação de origem e procedência.

“Posteriormente, em 15 de outubro de 2025, foram apreendidas no estabelecimento diversas garrafas de vodca (…), parte delas sem comprovação de origem e procedência. A perícia constatou que oito amostras continham metanol em concentrações entre 34,6% e 40,9%, concluindo tratar-se de bebidas adulteradas, impróprias ao consumo e gravemente nocivas à saúde”, afirma a denúncia.

O caso agora será analisado pela Justiça.

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