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Movimento pede gradeamento e critica “abandono” da Praça Getúlio Vargas

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(Foto: Eurico Cruz)
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Prefeitura disse considerar medida “higienista” e que pretende discutir problema dos moradores de rua com a sociedade

É visível que a Praça Getúlio Vargas, no Centro, deixou há tempos de ser um cartão postal da cidade. O antigo prédio que chegou a ser o Paço Municipal e depois sede da Câmara de Guarulhos está pichado e pessoas em situação de vulnerabilidade utilizam o coreto do local como moradia, onde também fazem suas necessidades nos arredores. Outras reclamações citam a falta de segurança no local.

Inconformado com a situação, representantes do movimento “S.O.S Praça Getúlio Vargas”, que formam um grupo de pouco mais de 350 pessoas no Facebook, procuraram a reportagem do GRU Diário e afirmaram que o local não só precisa de uma revitalização como deveria ter grades e horário de funcionamento para preservar o patrimônio da cidade.

“Há dois meses atrás eu fiquei impressionado com a bagunça e o abandono, mas um dos fatos que mais me impressionou foi ter presenciado um casal de mendigos transando em cima do coreto”, disse Marcos Pinto, líder do movimento.

De acordo com ele, o movimento acredita que seria correto ter uma gradeamento e um horário de funcionamento para controle de entrada e saída de pessoas.

Atualmente, algo em torno de dez moradores de rua ficam na praça. Em nota, a Prefeitura de Guarulhos afirmou que por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, realiza ações duas vezes por dia no local.

“O Serviço de Abordagem Social oferece acolhimento 24 horas com cinco refeições; Centro POP para alimentação, banho e atendimento psicossocial; alimentação nos Restaurantes Populares e cursos para reinserção no mercado de trabalho. Entretanto, algumas pessoas em situação de rua se negam a aderir aos serviços oferecidos e a legislação não as impede de viver na praça”.

De acordo com o que foi apurado pela reportagem, os moradores de rua se recusam a ir para os abrigos porque não querem cumprir as regras determinadas pelo local ou não querem ter de separar de seus parceiros na hora de dormir. Há ainda outros problemas.

Sobre a medida de gradeamento, a Prefeitura disse se tratar de uma medida “higienista”.

“O gradeamento, com a finalidade exclusiva de impedir os moradores de rua de utilizarem o espaço, é uma solução higienista com a qual o município não compactua. A pobreza e a miséria são problemas de todos e escondê-las não contribui para nenhuma solução”, informou a gestão municipal em nota.

Prédio pichado e abandonado e falta de zeladoria na Praça

Outra reclamação feita por representantes do movimento foi o fato da antiga sede da Câmara, localizada na Praça, estar pichada e com falta de manutenção.

No dia 14 de julho, a enfermeira Deborah Lopes enviou um documento à Prefeitura em que reclamava de mato alto e lixo no local, o que contribuiria para um aumento da população de roedores.

O ofício gerou um protocolo na Prefeitura, mas seu pleito ainda não tinha sido atendido até o fechamento desta reportagem.

Em nota, a administração municipal disse pretender utilizar o prédio da antiga Câmara em futuro breve. “Os cuidados com a praça existem e são constantes. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) já tem projeto pronto de revitalização e busca recursos financeiros junto ao Ministério do Meio Ambiente”, disse a gestão pública.

A reportagem chegou a questionar a Prefeitura sobre a possibilidade de se implantar um posto da Guarda Civil Municipal no local. Neste momento, o governo disse que não há nenhum projeto neste sentido.

Sobre a Praça Getúlio Vargas

Foto: Eurico Cruz

Inaugurada em 1952, a Praça Getúlio Vargas, no Centro, a praça foi formada em cima do antigo campo do Paulista Futebol Clube, desapropriado em 1951.

Em 1957 foi iniciada a construção do Paço Municipal, inaugurado em 22 de abril do ano seguinte. Em 1960, recebeu o monumento-símbolo do IV Centenário de Guarulhos, doado pela comunidade japonesa da cidade.

É uma das praças mais antigas do município; de princípio foi construído um largo que foi chamado de “Praça Getúlio Vargas”. Em meados do ano seguinte, foi dado o início da contrução da praça, que aos poucos foi se formando com calçamento, ajardinhamento, plantação de diversas árvores, gramados, etc.

Os comerciantes doaram bancos de concreto, e até hoje pode se ler seus nomes nos próprios bancos. Tempos depois foi construido o coreto, onde a Lira Musical Guarulhense (a “Furiosa”, carinhosamente chamada) tocava nos finais de semana para o deleite dos moradores guarulhenses.

Em 1957 foi iniciada a construção do prédio para abrigar o Paço Municipal, e lá ficou até ser transferido em 1981 para a sede da antiga fazenda “Bom Clima”, que deu origem ao nome do bairro, e onde até hoje está, cedendo o espaço deixado para a Câmara Municipal.

(Fonte: Prefeitura de Guarulhos)

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