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Moriah completa 19 anos e ex-alunos relembram histórias que marcaram suas vidas

ex-alunos do Moriah
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Colégio atende do Berçário ao Ensino Médio/Técnico em Guarulhos

O Centro Educacional Moriah, em Guarulhos, celebra 19 anos de história nesta quinta-feira (15), Dia do Professor. Com atendimento desde o Berçário até o Ensino Médio/ Técnico em Administração, o colégio construiu ao longo de quase duas décadas uma trajetória voltada à formação de crianças e jovens. Além disso, a escola se consolida, cada vez mais, como uma das principais potências na educação na cidade.

Atualmente, os alunos contam com uma estrutura de ensino que inclui Programa Bilíngue, Educação Socioemocional, Educação Financeira Comportamental, cursos extracurriculares, entre outras atividades.

Mas a história do Moriah também é formada por centenas de estudantes que já passaram pelo colégio. São ex-alunos que levaram consigo experiências, amizades, aprendizados e lembranças construídas durante diferentes fases da vida.

Para celebrar os 19 anos, alguns deles contam como foi estudar no Moriah e o que a escola representa em suas trajetórias.

Ingrid: de menina tímida à estudante da USP

Quando Ingrid Carvalho Godoy entrou no Moriah, ainda no Maternal, era uma menina muito tímida. A escola percebeu essa característica e começou a incentivá-la a participar de leituras, locuções e apresentações, inclusive nas festas juninas. Aos poucos, falar diante das pessoas deixou de ser uma dificuldade. Hoje, aos 20 anos, Ingrid considera a comunicação justamente uma de suas principais características.

“Isso me moldou para o que sou hoje”, conta a ex-aluna, que se formou no Moriah em 2023.

Atualmente, ela cursa o segundo ano de Ciências Contábeis na Universidade de São Paulo (USP) e faz estágio na Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

Os números também fazem parte das lembranças da escola. Ingrid foi campeã de uma olimpíada de matemática no 8º ano e, no Ensino Médio. Fez disciplinas eletivas, como Educação Financeira, que deram a ela conceitos que utiliza até hoje e já a ajudaram até mesmo em processos seletivos.

No futuro, Ingrid pretende trabalhar em grandes bancas, principalmente em áreas relacionadas ao mercado financeiro. Ao olhar para a trajetória que a levou até a USP, faz questão de lembrar dos professores e do apoio recebido durante tantos anos, especialmente das conversas com a tia Érika e o tio Marcelo.

Para Ingrid, chegar a uma universidade pública também é resultado da formação que recebeu dos professores do Moriah. A menina tímida que entrou no Maternal deixou a escola em 2023 comunicativa, apaixonada pelos números e pronta para construir uma nova história.

Kauê – Amizades e aprendizados que continuam

Kauê Ornellas chegou ao Moriah no 9º ano do Ensino Fundamental, já perto de iniciar a adolescência. Quatro anos depois, em 2022, despediu-se do colégio levando mais do que o conteúdo aprendido em sala de aula. Aos 20 anos, algumas das amizades construídas naquele período permanecem até hoje.

Atualmente, Kauê cursa Direito na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), em Guarulhos. O objetivo já está definido: concluir a graduação, ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, no futuro, abrir o próprio escritório de advocacia.

Quando relembra os anos no Moriah, além dos amigos, guarda na memória o ritmo das aulas e a relação com professores e funcionários. “Eram muito afetuosos”, recorda.

Entre os aprendizados que ultrapassaram os muros da escola, Kauê destaca as aulas de Educação Socioemocional. Para ele, elas tiveram importância especial justamente por terem ocorrido durante a adolescência, período marcado por mudanças, escolhas e descobertas.

A Educação Financeira também deixou resultados práticos. Conceitos apresentados ainda na escola continuam sendo utilizados por Kauê na organização de sua vida cotidiana. Assim, enquanto constrói o caminho para se tornar advogado, ele leva consigo amizades e aprendizados iniciados no Moriah.

Bárbara – antes aluna, hoje educadora

Bárbara dos Santos Neri tinha cerca de 8 anos quando trocou de escola e chegou ao Moriah. A primeira impressão, aos olhos de uma criança, não foi das melhores: ela não gostou nem um pouco de trocar o uniforme azul pelo marrom. O acolhimento da tia Érika e do tio Marcelo, porém, ajudou na adaptação. Anos depois, aquela menina não apenas mudaria de opinião como voltaria ao mesmo lugar em uma função que jamais imaginaria.

Bárbara se formou no Moriah em 2022 e ingressou em Psicologia na FIG-Unimesp. Hoje, acumula experiências em Neuropsicologia e Análise do Comportamento Aplicada (ABA), com atendimento de crianças e adolescentes neurodivergentes.

Em maio deste ano, retornou ao Moriah — desta vez como educadora do Programa de Educação Socioemocional para turmas do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

“Foi muito nostálgico. Tudo o que eu via trazia muitas lembranças. Foi engraçado sair aluna e voltar professora”, conta.

A pouca diferença de idade para alguns estudantes inicialmente trouxe uma preocupação: Bárbara temia ser vista mais como amiga do que como professora e adotou uma postura mais rígida. Com o tempo, descobriu justamente uma vantagem em ser jovem. “Eles se sentem mais à vontade comigo. A comunicação fica mais fácil.”
Hoje, enquanto desenvolve suas próprias ferramentas em sala de aula, diz encontrar apoio nos antigos professores e na coordenação.

Voltar também permitiu enxergar as mudanças ocorridas em apenas quatro anos. Bárbara percebe uma Educação Socioemocional com temas mais complexos e novas metodologias — área que acabou se aproximando também de sua formação em Psicologia.

Entre as memórias como aluna que guarda com carinho, uma delas é a “cápsula do tempo”. A turma dela guardou imagens e lembranças para serem revisitadas dez anos depois. Bárbara nem se recorda mais do que colocou ali, mas já espera pelo reencontro. De certa forma, ela própria viveu uma pequena viagem no tempo: voltou à escola onde cresceu e, agora do outro lado da sala, participa da formação de uma nova geração.

Anthony – Do Moriah para o Senai, faculdade e mercado de trabalho

Anthony Dutra Moura Ribeiro praticamente cresceu dentro do Moriah. Entrou ainda no Berçário, na unidade do Picanço. No 6º ano do Ensino Fundamental, mudou para o Gopoúva e permaneceu até concluir o Ensino Médio, em 2023. “Passei a minha vida inteira lá”, resume o jovem de 20 anos.

Ainda durante a escola, Anthony foi aprovado em um curso do Senai na área de elétrica e eletroeletrônica, concluído no ano passado. Há quase três anos, trabalha na Fabrima Máquinas Automáticas, no Cidade Aracília, em Guarulhos, como auxiliar de eletricista. Ele atua na montagem de painéis elétricos para máquinas destinadas à indústria farmacêutica. Paralelamente, cursa Ciências da Computação na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), em Guarulhos.

Ao recordar tantos anos no Moriah, Anthony fala das amizades, dos professores e dos funcionários, mas destaca principalmente a formação acadêmica.

“Muito do que uso na faculdade ou no Senai teve uma base boa no Moriah. Se tenho uma bagagem boa hoje, é por causa da escola”, afirmou.

História e Geografia estavam entre suas disciplinas preferidas. Para ele, compreender acontecimentos do Brasil e do mundo ajudou também na formação das próprias opiniões. Hoje, já inserido na área de tecnologia, Anthony também enxerga a importância de projetos que chegaram depois de sua formação, como o Programa Bilíngue, especialmente pela presença do inglês no setor em que pretende construir sua carreira.

Mesmo depois da formatura, ele mantém contato com antigos colegas e acompanha os diferentes caminhos escolhidos por cada um.

Júlia – da primeira turma à equipe do Moriah

A história de Júlia Rodrigues se confunde com a do próprio Moriah. Aos 21 anos, ela fez parte da primeira turma da escola. Entrou ainda no Minimaternal e permaneceu até concluir os estudos, em 2024. Quase duas décadas depois daquele primeiro contato, continua no Moriah — mas agora como funcionária.

Júlia também integrou a primeira turma do Técnico em Administração. Antes de se formar, começou a trabalhar como auxiliar de sala na Educação Infantil e passou por diferentes funções. Atualmente, é auxiliar administrativo na unidade Bosque CEM, onde atua com atividades relacionadas aos setores financeiro, recursos humanos e recepção. Paralelamente, cursa o 4º semestre de Administração na Anhanguera.

O interesse pela área cresceu conforme conheceu temas como mercado, logística, atendimento ao cliente e marketing. A convivência com familiares empreendedores também contribuiu para a escolha. No futuro, Júlia pretende continuar se desenvolvendo profissionalmente e sonha em abrir a própria empresa. Ter vivido os dois lados da escola tornou a experiência da jovem ainda mais especial.

“Como funcionária, tenho o suporte da equipe, que me ajuda a crescer como profissional. Isso me incentiva ainda mais a fazer parte do crescimento do Centro Educacional Moriah”, afirmou.

Quando pensa nos anos como estudante, Júlia recorda o acolhimento, os encontros com as famílias e a relação com professores e funcionários.

“O Moriah é, além do ensino, uma família para mim. Tenho um agradecimento enorme aos diretores, que desde a minha infância sempre me incentivaram a evoluir”, disse.

Da criança da primeira turma à profissional que hoje participa da rotina da escola, Júlia acompanhou praticamente todos os 19 anos do Moriah. Ela, literalmente, cresceu e amadureceu junto com o colégio.

O Centro Educacional Moriah possui a unidade Gopoúva na Alameda Yayá, 61, Telefone (11) 2443-5868, onde atende os alunos do Ensino Fundamental ao Ensino Médio/Técnico. Já o Bosque CEM, que atende Berçário e Educação Infantil, está na Alameda Yayá, 149. Telefone (11) 91530 2935.

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