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Mais de 70% dos guarulhenses chegam ao trabalho em até uma hora, aponta IBGE

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Foto: Fábio Nunes Teixeira/PMG
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13% dos moradores da cidade fazem home office

Dados do Censo 2022, divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelam que mais de 70% dos guarulhenses ocupados demoram até uma hora para chegar no trabalho. O índice é de 75,37% para os homens e 71,78% para as mulheres.

Entre os que demoram entre uma e duas horas, são 21,65% homens e 24,4% mulheres. Já na faixa entre mais de duas horsa e quatro horas, são 2,78% do público masculino e 3,7% do feminino. A ampla maioria dos guarulhenses trabalha na cidade. Apenas 17% atuam em outros municípios e/ou países.

De acordo com o IBGE, 13,73% dos ocupados de Guarulhos trabalham em home office, sendo que os homens são 11,05% e as mulheres 17%. Na comparação entre raças, os brancos são maioria entre os que demoram até 30 minutos para chegar ao trabalho. Já os pretos e pardos são a maioria entre os que demoram mais de 31 minutos.

O IBGE também divulgou dados sobre os meios de transporte mais utilizados para chegar ao trabalho. De acordo com o levantamento, 41,15% dos guarulhenses vão ao trabalho de ônibus, contra 35,35% que vão de carro. Há ainda os que se locomovem à pé (13,45%), bicicleta (1,47%), motocicleta (4,69%), trem ou metrô (1,55%) e outros (2,33%).

Dados nacionais

O quadro em Guarulhos é diferente do restante do país. A pesquisa revela que há um predomínio do uso de automóvel (32,3%), ônibus (21,4%) e motocicleta (16,4%), além da locomoção a pé (17,8%), como meios de transporte, representando 87,9% do deslocamento para trabalho no país. 

A análise do tempo de deslocamento entre a casa e o local de trabalho mostra que a maior parte (56,8%) das pessoas que se deslocam para o trabalho leva de seis minutos até meia hora, totalizando 40 milhões de pessoas, enquanto 1,3 milhão de pessoas levam mais de duas horas para chegar ao trabalho. Além disso, nos resultados por cor ou raça, a população preta (13,9%) e a parda (11,0%) possuem maior participação relativa na faixa de mais de uma hora até duas horas, do que a população branca (8,9%). Na faixa de seis minutos até meia hora, a população branca (58,5%) possui maior proporção do que a preta (51,0%), com 7,5 pontos percentuais de diferença.

“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, destaca Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa.

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