Penas variaram de 3 a 8 anos de reclusão
A Justiça Militar do Estado de São Paulo condenou, na terça-feira (16), 11 dos 15 policiais militares acusados de prestar segurança privada irregular ao empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, envolvido com lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), executado a tiros em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Esta foi a primeira sentença relacionada ao caso, que expôs o envolvimento de agentes públicos com o crime organizado, tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil de São Paulo.
Os policiais militares foram condenados pelos crimes de organização criminosa e falsidade ideológica, ambos de natureza militar, relacionados à escolta ilegal do empresário. As penas variaram de 3 a 8 anos de reclusão. Com a decisão, os réus que estavam presos preventivamente passaram a cumprir a pena em regime semiaberto. Quatro policiais foram absolvidos.
O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar proíbe que agentes da corporação exerçam atividades remuneradas de segurança privada. A prática conhecida como “bico” é considerada transgressão disciplinar grave, com sanções que podem variar de advertência até a exclusão da corporação, conforme o histórico funcional do policial.
O Ministério Público de São Paulo informou que avalia a apresentação de recurso para ampliar as condenações, incluindo também o crime de falsidade ideológica.



