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Indústria de Guarulhos está bem, mas preocupada com a taxa de juros do Brasil

Maurício Colin, diretor do Ciesp Guarulhos
Foto: Divulgação
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Dia da Indústria foi comemorado neste domingo no país

O setor industrial de Guarulhos tem tido um ano positivo, apesar das indefinições no mercado por conta da taxa de juros no Brasil, que continua alta, e as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram criadas 1.620 novas vagas de trabalho nas indústrias da cidade no primeiro trimestre deste ano.

Segundo o Caged, o setor industrial do município emprega 102.003 pessoas. Entre os contratados deste ano, mais de mil possuem entre 18 e 24 anos. Além disso, quase 1,4 mil contratados possuem Ensino Médio completo.

Neste domingo (25) foi celebrado o Dia Nacional da Indústria. Para o presidente do Ciesp Guarulhos, Maurício Colin, as empresas na cidade estão em um bom momento.

“A indústria de forma geral está bem, o mercado está bem. Quem reclama é quem não fez a lição de casa. Não é pleno emprego, mas é emprego à todo vapor. Guarulhos continua criando novas vagas, não só na indústria. É um ano bom, vai terminar bem, apesar das ações do Trump. O mercado, apesar de sofrer por intempéries de terceiros, se rearranja”, disse.

Em relação à gestão do prefeito Lucas Sanches (PL), que assumiu em janeiro, Colin entende que o Ciesp está pronto para colaborar no que for necessário.

“O Lucas, como todo governo no início, sempre está falando no governo anterior. Está fazendo alguns movimentos. É positivo, apesar de um pouco lento. Mas ele faz críticas não tanto como o governo anterior (Guti) fez ao outro (Almeida). Ainda é muito cedo. Teve mudanças nas secretarias. Toda mudança tem algo de melhor. O que vier de pior vamos tentar mudar o curso e tentar discutir”, comentou.

Sobre as dificuldades no cenário nacional, Colin contou que não ouviu nenhum industrial dizer que está “apertado”. Mas admite que há receio pelo clima de incerteza na economia nacional e internacional.

“O que mais afeta ou desistimula a investir é a alta taxa de juros, que gera dificuldade em obter taxa de crédito. A nossa vontade é de investir ou ter maior a facilidade para fazer os investimentos”, avaliou.

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