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“Imagine a dor, adivinhe a cor”

Vini Jr.
Foto: Divulgação/CBF
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É hora de não ficarmos calados, de tomarmos posições e de questionarmos o que é o racismo

O mundo recentemente voltou seus olhares e suas dores ao jogador Vinícius Jr., do Real Madrid. Os atos racistas da torcida do Valência gritaram aos ouvidos de todos, que lutam por um mundo onde as diferenças possam ser vividas sem ofensas e humilhações. A questão é que a cor não deveria ser questão e a cor, no caso do jogador, é usada como forma de segregar e oprimir.

Vini Jr. toma a liderança para enfrentar os racistas na Espanha e quiçá no mundo. O apelo mundial do jogador movimentou até o governo brasileiro e espanhol, sendo que este último puniu alguns torcedores. Mas isso não é o suficiente. É hora de não ficarmos calados, de tomarmos posições, de questionarmos o que é o racismo e colocarmos em prática o que está ao nosso alcance para mudar os mecanismos presentes e invisíveis na sociedade. Quantas autoras ou autores negros publicaram livros infantis ou para adolescentes, por exemplo?

É nesse trabalho, em parte, que o Projeto Renovar atua, pensando junto às crianças e adolescentes, nas experiências dos encontros, nas brincadeiras com objetivos, que não se usa “lápis cor de pele”, por exemplo, pois cor de pele são todos as cores, sendo o colorido plural. O plural vibra em intensidade e em movimento, assim como Vini Jr. nos seus dribles e arranques que esbugalham os olhos das crianças e adultos e os fazem vibrar em alegria e felicidade. Vini Jr. é a voz de milhões e sua luta repercute nas escolas e nos CCA´s – Centro para Crianças e Adolescentes.

Pensar como ele sofreu, como ele se sentiu é um exercício de alteridade para cuidar dos sentimentos, tanto nossos como dos outros. De poder criar um espaço de conversa, de marcar de frente as situações racistas e tantas outras que acontecem.

Esse é o nosso trabalho, esse é o nosso suor para viver um presente menos opressor e um futuro mais inspirador, sem esquecer o nosso passado.

Autor: Bruno José, psicólogo formado na PUC-SP. Atua no Núcleo Espiral desde o início de 2023.

Sobre o Núcleo Espiral

O Núcleo Espiral, há mais de 14 anos, dedica-se à educação, pesquisa e aos estudos contra a prática de violência ou tratamento degradante à pessoa humana, em especial, à criança e ao adolescente.

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