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Homem que matou cliente em restaurante de Guarulhos tem condenação de 22 anos

arma violência assassinato
Foto: Kjpargeter/Freepik
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Autor do crime ingeriu bebida alcóolica por 14 horas no dia do crime e afirmou que vítima importunou a filha e a mulher dele

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) obteve a condenação a 21 anos e 10 meses de prisão de um homem que matou outro cliente que saía de um restaurante, na Vila Camargos, em Guarulhos, em junho de 2022.

De acordo como uma nota do MP, emitida nesta segunda-feira (7), a vítima estava com sua esposa em um conhecido estabelecimento comercial da cidade, quando foi baleado por arma de fogo e morreu na hora. A mulher conseguiu fugir, mas desde então sofre com as sequelas do episódio. 

O condenado afirmou que atirou contra a vítima porque ela teria importunado sua mulher e sua filha, o que foi negado pelas testemunhas presentes no local e pela própria companheira do assassino.

No dia do crime, o suspeito, de acordo com o MPSP, tinha consumido bebida alcóolica por 14 horas. Há a suspeita do uso de entorpecentes.

O criminoso deverá cumprir a pena em regime inicial fechado. Além da prisão, o réu foi condenado a indenizar a esposa da vítima em R$ 80 mil reais, atendendo ao pedido do MPSP feito na denúncia e reiterado no plenário.

A promotora de Justiça Vania Caceres Stefanoni ofereceu denúncia por homicídio duplamente qualificado (meio insidoso e recurso que dificultou a defesa da vítima). No entanto, o réu foi pronunciado apenas por homicídio simples pela Vara do Júri de Guarulhos. Após recurso, foi a júri popular pela acusação original e negou a autoria do crime. 

Em um julgamento com duração de 12 horas, os jurados votaram de acordo com as postulações do promotor de justiça Rodrigo Merli Antunes, afastando a tese dos quatro defensores de que a Polícia Militar teria prendido a pessoa errada. De acordo com Antunes, ao menos nesse caso, as câmeras utilizadas pelos policiais militares foram decisivas para a condenação do réu, pois revelaram não só a confissão dos disparos, mas também a indicação de onde a arma foi dispensada. 

“Creio que os quatro defensores não tiveram paciência para assistir as quase três horas de gravação oriundas das fardas dos policiais. Isso foi essencial. Se apegaram ao exame residuográfico negativo e à ausência de digitais do réu na pistola, mas parece que se esqueceram do principal”, afirmou o promotor de Justiça.

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