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Há 57 anos, políticos de Guarulhos faziam vigília pró-golpe militar

Foto: Divulgação
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Prefeitura e Câmara defenderam queda do presidente João Goulart

A ditadura militar no Brasil causou muitos males, como retirada dos direitos civis individuais, censura, mortes, tortura e desaparecimento de pessoas por questões políticas. O golpe militar, com apoio dos Estados Unidos, ocorreu em 31 de março de 1964, com a saída do presidente João Goulart, que fugiu do país diante da movimentação das tropas.

Apenas em 1985, o Brasil voltou a ter um presidente civil, que foi José Sarney, que assumiu o cargo após a morte do eleito indiretamente Tancredo Neves. As eleições diretas aconteceram apenas em 1989.

Em Guarulhos, o golpe militar teve apoio da classe política. A Câmara Municipal realizou uma vigília-cívica em na tarde de 1º de abril de 1964 para demonstrar fidelidade ao governador de São Paulo, Ademar de Barros, e aos militares. A sessão foi suspensa e retomada em 4 de abril de 1964, quando o golpe estava consolidado.

A vigília-cívica contou com a participação do então prefeito, Mário Antonelli, o vice Antunes Filho, os vereadores e o padre Geraldo Penteado de Queiroz, vigário da Catedral de Guarulhos. Na sessão, Antonelli defendeu a perseguição dos apoiadores do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que era contrário ao golpe.

Se a classe política estava satisfeita, a situação foi oposta no meio sindical. Os sindicatos de Guarulhos sofreram intervenção.

Os detalhes dos acontecimentos da ditadura militar na cidade podem ser lidos no livro “Os Anos de Chumbo em Guarulhos – Uma História Não Contada”, do jornalista Wellington Alves. A obra foi publicada pela Editora Albatroz, com financiamento do Fundo Municipal de Cultura. Quem quiser adquirir o livro é só acessar o link.

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